‘Hoje Jairzinho trabalha com crianças nas favelas do Rio onde a regra tácita é que você tem que sair até as 17h. Pedi mais 10 minutos e quando me virei, um cara apontou uma arma para minha equipe’
A lenda brasileira da Copa do Mundo, Jairzinho, tira uma foto: a melhor fotografia de Michael Donald
‘Hoje Jairzinho trabalha com crianças nas favelas do Rio onde a regra tácita é que você tem que sair até as 17h. Pedi mais 10 minutos e quando me virei, um cara apontou uma arma para minha equipe’ Não sou um fã louco de...
Não sou um fã louco de futebol. O que mais adoro no jogo é o seu apelo universal – trata-se de uma bola cruzando uma linha, e um gol é um gol, quer envolva duas camisas em um parque ou aquela que determina o resultado de uma Copa do Mundo. Mas quando percebi, em 2007, que apenas 58 pessoas tinham marcado um golo numa final de Campeonato do Mundo e que apenas 34 desses homens ainda estavam vivos, pensei que seria uma óptima ideia fotografá-los.
Rapidamente se tornou evidente que a venda de livros por si só nunca financiaria o projecto – havia apenas dois intervenientes ingleses, os restantes estavam na Europa ou na América do Sul. Mas uma proposta bem-sucedida para um produtor de cinema me rendeu a oportunidade de viajar para 13 países com uma equipe de documentário. Ao longo de quatro anos, entrevistamos todos os membros do clube exclusivo da Copa do Mundo e fiz retratos de todos eles.