Vídeo mostra homem sem roupa em supermercado de Limeira Ao negar pedidos de indenizações que somam R$ 262,9 milhões, o juiz Flavio Dassi Vianna, da 5ª Vara Cível de Limeira (SP), considerou que o caso do cliente negro que precisou tirar a roupa para provar que não tinha furtado nada em um supermercado da cidade foi um "fato isolado e pontual". A consideração consta na decisão obtida pelo g1 nesta quarta-feira (22). "O episódio constituiu fato isolado e pontual, praticado por prepostos [funcionários] da ré [rede de supermercado] em total desrespeito às normas, políticas e treinamentos institucionais da empresa", pontuou o juiz. O episódio aconteceu em 6 de agosto de 2021, quando o metalúrgico Luiz Carlos da Silva foi acusado de furto em um estabelecimento da rede atacadista Assaí. Em 2024, a Justiça já havia absolvido dois vigilantes que abordaram o cliente e chegaram a ser acusados de discriminação ou preconceito de raça (veja abaixo detalhes). ? Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp Os pedidos de indenizações por dano moral coletivo foram protocolados ainda em 2021, por meio de duas ações civis públicas movidas por associações, contra a rede. Na decisão, o magistrado destacou que a empresa possui uma série de políticas de combate à discriminação e promoção da diversidade. Além disso, Vianna apontou que contratos celebrados com empresas de segurança terceirizada incluem cláusula de proteção à dignidade e aos direitos humanos, obrigando a contratada a adotar práticas de combate ao racismo, à homofobia e a quaisquer formas de discriminação. "Esse vasto conjunto probatório revela que a ré, muito antes dos episódios narrados, já implementou políticas, treinamentos e canais de denúncia destinados a coibir qualquer forma de discriminação racial, em absoluta consonância com os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da igualdade", diz. O juiz também citou que a absolvição dos vigilantes na esfera criminal "reforça a conclusão de que os atos praticados não decorreram de política institucional discriminatória, mas sim de desvio individual de conduta contrária às orientações da empresa". Luiz Carlos da Silva teve que tirar a roupa para provar que não tinha furtado nada em um supermercado de Limeira Reprodução 'Ré não pode ser responsabilizada' Ainda de acordo com o magistrado, diante das ações adotadas previamente pela rede de supermercados, não é possível condená-la por danos morais coletivos. "A ré não pode ser responsabilizada, na esfera coletiva, por atos isolados de prepostos que agiram em desrespeito às normas e treinamentos que a própria empresa lhes forneceu." Flavio Dassi Vianna ressaltou a gravidade do caso, mas voltou a dizer que os episódios foram "exceções pontuais" e que vão na contramão das políticas adotadas pela empresa. "Não se desconhece a gravidade do racismo estrutural na sociedade brasileira. However, in the specific case, the defendant demonstrated, incontrovertibly, that it adopts effective measures to combat it, that it has serious institutional policies and that the episodes narrated were specific exceptions, practiced by agents in disagreement with its rules." g1 asked the wholesale chain Assaí for a position, but did not receive a response until the last update of this report. Man was embarrassed in a wholesale supermarket in Limeira Reproduction/EPTV Guards acquitted The Public Ministry's accusation points out that, on August 6, 2021, at around 6 pm, Denner Augusto Cirineu and João Venâncio de Paula Neto, security guards at the Assaí supermarket, "even though they were aware that they should not follow and approach the victim asking if there was something under his clothes, they did so, as they suspected the customer due to his color. Also according to the complaint, there was no prior monitoring by the surveillance department, with cameras, that could possibly prove that the customer had caught something". product without paying, and the victim was still followed, approached and unduly searched. In August 2023, Denner and João Venâncio were sentenced to provide services to the community for "discrimination or racial prejudice". However, between May and July 2024, the Court accepted appeals and acquitted the two security guards. illegal in the Civil Police. A video taken with a cell phone recorded moments of the confusion. According to police records, the black man was approached by two security guards who suspected that the customer had stolen products from the store, and had to undress in front of other people who were in the place. The case was at the Assaí wholesale chain, which is located in the city center. formalized his dismissal. The chain also said that it does not adopt or advise embarrassing approaches to customers. The man's wife, who at the time was 56 years old, told EPTV, an affiliate of TV Globo, that her husband had gone to the supermarket to research prices and ended up choosing not to buy anything, he was approached by the store's employees, who had made him take off his warm shirt and pants to prove that he had not taken products without paying. being calmed down by the employees themselves in a corner of the store, where several people criticized the attitude of the security guards. Video shows a man wearing only underwear during an approach to a supermarket in Limeira Jota Santos/Personal archive VIDEOS: everything about Piracicaba and the region See more news about the region at g1 Piracicaba
'Isolated and specific fact': why judge denied compensation of R$262 million after black customer had to take off his clothes in the market
Vídeo mostra homem sem roupa em supermercado de Limeira Ao negar pedidos de indenizações que somam R$ 262,9 milhões, o juiz Flavio Dassi Vianna, da 5ª Vara Cível de Limeira (SP), considerou que o caso do cliente negro...
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