Conheça o novo morador do Parque dos Falcões Um filhote de veado-catingueiro foi levado ao Parque dos Falcões, em Itabaiana, no Agreste de Sergipe, após ser encontrado às margens de uma rodovia do estado. O animal está na instituição há 15 dias e recebe cuidados intensivos desde o resgate, segundo o fundador do parque, José Percílio. “Uma família o encontrou na beira da estrada todo molhado por conta da chuva e o trouxe para cá. Nós o colocamos na incubadora, demos os primeiros socorros, acionamos um veterinário do parque e administramos os medicamentos. Só o dia a dia vai dizer se haverá como devolvê-lo à natureza ou se ele viverá livre aqui no parque”, disse Percílio. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp ?? O veado-catingueiro é um animal solitário e territorialista que mede pouco mais de um metro e pesa até 25 kg. A espécie tem diferenças visuais entre sexos e idades (machos com chifres, fêmeas com pelagem mais clara e filhotes pintados de branco). Suas principais ameaças são o desmatamento, os atropelamentos e a caça ilegal. Apesar da boa intenção no resgate, o zootecnista Elias Alberto Gutierrez Carnelossi, professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), alerta que filhotes encontrados sozinhos nem sempre estão abandonados e não devem ser retirados do local. “Por ser um filhote, é muito provável que a mãe estivesse por perto no momento em que ele foi encontrado. As pessoas, com boas intenções e achando que o animal está órfão, acabam o recolhendo e levando para casa”, explicou o especialista. Segundo o zootecnista, a remoção precoce dificulta a reintrodução na natureza: “Uma vez capturado e privado do aprendizado com a mãe até o desmame, esse animal dificilmente conseguirá sobreviver sozinho se for solto novamente”. Filhote de veado-catingueiro resgatado em rodovia de Sergipe recebe cuidados no Parque dos Falcões Parque dos Falcões/Divulgação Orientação e transporte seguro Ainda de acordo com o professor, caso o resgate e deslocamento sejam estritamente necessários, a orientação é transportar o animal em caixas de madeira fechadas, apenas com pequenos furos para ventilação, e comunicar imediatamente os órgãos ambientais. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) orienta que a população evite o contato direto com animais silvestres devido ao risco de contaminação por zoonoses (doenças transmitidas entre animais e humanos). O órgão reforça que, ao presenciar situações de risco, maus-tratos ou outros crimes ambientais, a população deve acionar o Ibama pelo telefone 0800 061 8080 ou contatar a Administração Estadual do Meio Ambiente de Sergipe (Adema).