Região dos kambeba fica na terra indígena do Jaquiri, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Divulgação/Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá O estado do Amazonas se consolidou como o território com o maior número de Terras Indígenas (TIs) sob forte pressão de desmatamento no segundo trimestre de 2026. É o que aponta o relatório Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas, publicado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Além de abrigar parte da TI Yanomami (localizada entre o Amazonas e Roraima), que lidera o ranking de pressão desde o início do ano, o estado reúne outras três áreas indígenas na lista das dez mais afetadas no período: a TI Pirahã, a TI Rio Biá e a TI Coatá-Laranjal. O relatório conceitua como territórios sob pressão aqueles em que a derrubada de vegetação ocorre dentro de seus limites territoriais. Já os territórios sob ameaça são aqueles que sofrem com o avanço da devastação em seu entorno (em um raio de até 10 km). ? Participe do canal do g1 AM no WhatsApp "Quando uma terra indígena aparece repetidamente entre as mais ameaçadas ou pressionadas, não é apenas a floresta que está em risco. O avanço do desmatamento compromete territórios fundamentais para a manutenção dos modos de vida de pFloresta Nacional do Iquiri é a 2ª mais ameaçadaopulações que vivem neles há séculos", alerta a pesquisadora do Imazon, Bianca Santos. No ranking geral da Amazônia Legal, o Amazonas ganha destaque negativo no segmento das terras indígenas com maior número de alertas internos, confira abaixo: ?1º lugar - TI Yanomami AM/RR ?6º lugar - TI Pirahã AM ?7º lugar - TI Rio Biá AM ?9º TI Coatá-Laranjal AM Floresta Nacional do Iquiri é a 2ª mais ameaçada Floresta Nacional do Iquiri no Amazonas Divulgação Além da pressão nas terras indígenas, o estado do Amazonas figura entre as áreas protegidas mais ameaçadas pelo avanço do desmatamento no entorno. A Floresta Nacional (Flona) do Iquiri, localizada no sul do Amazonas, figura como a segunda área protegida mais ameaçada de toda a Amazônia Legal no segundo trimestre de 2026, atrás apenas da Resex Chico Mendes, no Acre. O Parque Nacional (Parna) Mapinguari, que se estende entre o Amazonas e Rondônia, ocupa a quinta posição do ranking. Em relação às Terras Indígenas sob ameaça externa no entorno, o Amazonas também possui quatro territórios em alerta: TI Caititu (5º lugar), TI Jacareúba/Katawixi (7º lugar), TI Peneri/Tacaquiri (8º lugar) e TI Água Preta/Inari (9º lugar). Cenário na Amazônia Legal Embora o Amazonas se destaque na pressão sobre territórios indígenas, o estado do Pará lidera o índice geral de áreas protegidas mais pressionadas e ameaçadas, com a APA Triunfo do Xingu (PA) no topo do ranking de pressão pelo quinto ano consecutivo. Para o pesquisador Carlos Souza Jr., do Imazon, a continuidade dos alertas em áreas protegidas acende um sinal vermelho para os órgãos de fiscalização: "A permanência de uma área protegida sob pressão constante do desmatamento impacta diretamente a integridade da floresta, causa a degradação e a fragmentação florestal contínuas. This history reinforces the urgency of strengthening monitoring and intensifying inspection", he says. READ ALSO Indigenous people open the doors of the community in AM to spread traditions and preserve culture in a sustainable reserve Indigenous people of recent contact are seen in a river near a city in AM; experts warn to avoid proximity Ipaam fines Mineração Taboca R$ 22.5 million for pollution in a river close to indigenous land in AM At least three municipalities in AM with indigenous lands are highly vulnerable to organized crime, says study