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Espremer espinha pode matar? Entenda o que é a 'zona da morte' do rosto

Caso do influenciador Ken de CG, internado após mexer em uma espinha na região do bigode, chama atenção para os riscos de manipular lesões inflamadas Uma atitude aparentemente inofensiva pode provocar consequências...

Espremer espinha pode matar? Entenda o que é a 'zona da morte' do rosto
Imagem fornecida pela publicação original: Fonte não identificada

Caso do influenciador Ken de CG, internado após mexer em uma espinha na região do bigode, chama atenção para os riscos de manipular lesões inflamadas

Uma atitude aparentemente inofensiva pode provocar consequências sérias. O influenciador Willian Silva, conhecido nas redes sociais como “Ken de CG”, precisou ser internado depois de espremer uma espinha e retirar um pelo inflamado na região do bigode.

O problema começou em 16 de julho. No dia seguinte, Willian percebeu que o rosto estava inchado. A infecção avançou rapidamente e o inchaço se espalhou em direção aos olhos, levando à necessidade de internação hospitalar. As informações são do Terra.

O que é o “triângulo da morte” do rosto?

A área onde o influenciador mexeu na espinha faz parte de uma região popularmente chamada de “triângulo da morte” ou “triângulo de perigo da face”.

Essa zona compreende, de modo geral, a área que se estende da parte superior do nariz até os cantos da boca, incluindo o nariz e o lábio superior.

Segundo a dermatologista Violeta Tortelly, do Complexo Hospitalar de Niterói, as veias dessa parte do rosto mantêm comunicação com estruturas venosas localizadas na base do crânio. Por essa razão, uma infecção bacteriana pode, em situações raras, espalhar-se por esses vasos e alcançar regiões intracranianas.

A anatomia dessa área pode funcionar como um caminho para que microrganismos cheguem ao seio cavernoso, uma estrutura venosa situada atrás dos olhos e abaixo do cérebro. Publicações médicas do NCBI confirmam que infecções ou abscessos no triângulo nasolabial estão entre as possíveis causas da trombose do seio cavernoso.

Espremer uma espinha realmente pode matar?

A possibilidade existe, mas é importante destacar que complicações fatais são extremamente raras. Na maioria das vezes, espremer uma espinha não provoca uma condição dessa gravidade. Entretanto, ao apertar ou furar a pele, a pessoa pode criar uma porta de entrada para bactérias.

A manipulação também pode empurrar a inflamação para camadas mais profundas, aumentar o inchaço e favorecer o aparecimento de celulite infecciosa, abscessos e outras complicações.

Em situações excepcionais, a infecção pode chegar ao seio cavernoso e provocar a formação de um coágulo, condição conhecida como trombose séptica do seio cavernoso. Trata-se de uma emergência médica que pode comprometer os olhos, os nervos e o cérebro. Apesar de grave, a doença é considerada rara, especialmente devido à disponibilidade de antibióticos. A Cleveland Clinic explica os riscos.

Quais sintomas exigem atenção?

Uma espinha que ficou um pouco avermelhada depois de ser manipulada nem sempre significa uma infecção grave. No entanto, é necessário procurar atendimento médico quando houver piora rápida ou sinais como:

aumento intenso da dor;
inchaço progressivo no rosto;
vermelhidão que continua se espalhando;
saída de pus ou outra secreção;
febre;
inchaço próximo aos olhos;
dor de cabeça forte;
dificuldade para movimentar os olhos;
alterações na visão;
confusão ou sonolência fora do normal.

Dor facial ou de cabeça intensa, febre alta, inchaço das pálpebras e alterações visuais estão entre os sintomas relacionados à trombose do seio cavernoso e precisam de avaliação imediata. O Manual MSD detalha esses sinais.

O que fazer quando uma espinha aparece nessa região?

A principal recomendação é não apertar, furar ou tentar retirar pelos inflamados com objetos improvisados. Também é importante evitar tocar na lesão com as mãos sujas, pois isso facilita a entrada de bactérias.

O rosto deve ser higienizado suavemente com produtos adequados ao tipo de pele. Receitas caseiras, agulhas, unhas e medicamentos utilizados sem orientação podem piorar a inflamação.

Quando a lesão estiver muito dolorida, aumentar rapidamente de tamanho ou apresentar secreção, o ideal é procurar um dermatologista ou uma unidade de saúde. Dependendo do quadro, o profissional poderá indicar medicamentos específicos ou realizar a drenagem de maneira segura.

O episódio vivido por Ken de CG não significa que toda espinha espremida terminará em internação. O caso, porém, serve como alerta: lesões inflamadas no rosto, especialmente próximas ao nariz e ao lábio superior, não devem ser manipuladas.

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