CAC é preso por atirar contra motorista por aplicativo na Anhanguera O motorista por aplicativo que foi alvo de disparos após uma briga de trânsito na Rodovia Anhanguera afirmou à Polícia Civil que o suspeito fez uma sequência de manobras antes dos tiros, incluindo uma "fechada" e uma tentativa de impedir uma ultrapassagem. As informações estão no boletim de ocorrência registrado pela vítima. O caso aconteceu na sexta-feira (31). O homem, identificado pela Polícia Civil como Gustavo Henrique Ardito, registrado como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), foi preso nesta quarta (5) durante a Operação Torque Letal em Americana (SP). A investigação apura tentativa de homicídio qualificado. O g1 tenta localizar a defesa de Gustavo Henrique Ardito para pedir um posicionamento. "Os detalhes, as circunstâncias da discussão, ainda precisam ser apurados, mas inicialmente a polícia trabalha com manobras arriscadas, eventualmente realizadas por ambas as partes que deram início a essa contenda. Ambos os envolvidos relataram que os fatos se deram em decorrência de uma discussão de trânsito", afirmou o delegado Eduardo Salge. O que a vítima disse à polícia A vítima contou à polícia que seguia pela faixa da esquerda da rodovia, no sentido Capital, logo após passar pela praça de pedágio, quando percebeu que um Toyota Corolla preto passou a acompanhá-la a uma curta distância. O Corolla teria ultrapassado o carro e freado bruscamente, obrigando o motorista por aplicativo e outros veículos a reduzirem a velocidade. Quando a vítima tentou fazer uma ultrapassagem, o outro condutor acelerou para impedir a manobra. Os dois veículos a ficar emparelhados, momento em que o motorista por aplicativo disse ter questionado o suspeito sobre a forma como ele dirigia. Ainda de acordo com o registro policial, nas proximidades da saída 90 da Rodovia Anhanguera, a vítima ouviu ao menos cinco estampidos semelhantes a disparos de arma de fogo. Logo depois, percebeu que o pneu traseiro direito do carro havia sido atingido. O motorista também relatou que as luzes de advertência dos sistemas ABS e airbag acenderam no painel. O boletim de ocorrência informa que o condutor de uma Fiat Fiorino parou mais adiante e disse ter visto o motorista do Corolla sacar uma arma pela janela do veículo e atirar em direção ao carro da vítima. A testemunha também afirmou ter ouvido os disparos. "Os cinco disparos contra a vítima não atingiram por circunstâncias alheias à vontade do agente, uma vez que, considerando a velocidade de ambos os veículos, aproximadamente 100 km por hora, ainda que o agente não tenha apontado a arma em direção à vítima, poderia ocasionar um estouro do pneu que poderia ocasionar um acidente grave", diz o delegado. Imagens foram entregues à polícia O motorista por aplicativo informou à polícia que mantém uma câmera instalada no veículo por questões de segurança e entregou as gravações aos investigadores: as imagens mostram a vítima dirigindo pela rodovia (assista acima); o carro do investigado, um veículo preto, se aproximou pela faixa da direita (esquerda do vídeo); gustavo apareceu na janela com a arma apontada em direção ao veículo de aplicativo. A partir das imagens, especialmente da placa do Corolla, a Polícia Civil identificou o proprietário do veículo como Gustavo Henrique Ardito. Durante o cumprimento dos mandados na casa do investigado, os policiais apreenderam 11 armas de fogo, munições, aparelhos eletrônicos e outros materiais que serão periciados. As polícias Civil e Científica identificaram, inicialmente, três marcas de tiros. No mesmo dia, a Polícia Civil entrou com os pedidos de prisão temporária e de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos na casa do suspeito, em um condomínio, nesta quarta. CAC é preso por suspeita de tentar matar motorista por aplicativo após briga de trânsito na Anhanguera Imagens cedidas "O problema não se dá pelo fato de ele ser CAC e sim por descumprir as regras de trânsito, uma vez que essas regras permitem apenas que ele utilize arma de fogo dentro de sua residência e no trajeto, de forma desmuniciada, até o clube de tiro", afirmou o delegado Eduardo Salge. A prisão foi realizada durante a Operação Torque Letal. De acordo com a polícia, os disparos colocaram em risco não apenas a vida do motorista de aplicativo, mas também a de outros usuários da Rodovia Anhanguera. A Polícia Civil informou que o material apreendido deve ajudar no esclarecimento dos fatos e na continuidade das investigações. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.
Motorista alvo de tiros na Anhanguera diz que CAC fechou carro e impediu ultrapassagem
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