Estados

Cuidadora contesta união homoafetiva de capitão para obter pensão e é condenada por má-fé em SC

Centro histórico São Francisco do Sul TV Globo Uma cuidadora foi condenada por má-fé em Santa Catarina após tentar contestar a união estável homoafetiva de um capitão da Marinha Mercante para obter a pensão dele. A...

Cuidadora contesta união homoafetiva de capitão para obter pensão e é condenada por má-fé em SC
Imagem fornecida pela publicação original: G1
365
Resumo 365

Entenda a notícia rapidamente

Centro histórico São Francisco do Sul TV Globo Uma cuidadora foi condenada por má-fé em Santa Catarina após tentar contestar a união estável homoafetiva de um capitão da Marinha Mercante para obter a pensão dele. A mulher alegava morar com o militar desde 2013, mas a Justiça constatou que, na verdade, ele mantinha um relacionamento de 45 anos com outra...

Pontos principais

  • Centro histórico São Francisco do Sul TV Globo Uma cuidadora foi condenada por má-fé em Santa Catarina após tentar contestar a união estável homoafetiva de um capitão da Marinha Mercante...
  • A mulher alegava morar com o militar desde 2013, mas a Justiça constatou que, na verdade, ele mantinha um relacionamento de 45 anos com outra pessoa.
  • De acordo com as provas do processo, o relacionamento entre o capitão e o companheiro começou na adolescência e durou até a morte do militar, em dezembro de 2024.

Contexto

Esta matéria faz parte da cobertura de Estados. A publicação está associada à região Santa Catarina. A fonte original identificada na página é G1. Data da publicação: 31 de agosto de 2026 às 03:01.

O que acompanhar

Os próximos desdobramentos relevantes são os ligados aos fatos e consequências descritos acima; esta página pode ser atualizada caso a informação de origem mude.

Leitura editorial organizada a partir das informações contidas nesta matéria e da fonte identificada.

Centro histórico São Francisco do Sul TV Globo Uma cuidadora foi condenada por má-fé em Santa Catarina após tentar contestar a união estável homoafetiva de um capitão da Marinha Mercante para obter a pensão dele. A mulher alegava morar com o militar desde 2013, mas a Justiça constatou que, na verdade, ele mantinha um relacionamento de 45 anos com outra pessoa. De acordo com as provas do processo, o relacionamento entre o capitão e o companheiro começou na adolescência e durou até a morte do militar, em dezembro de 2024. Os dois também tinham uma declaração de união estável registrada em cartório desde dezembro de 2014. ?Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A disputa judicial, analisada pela 1ª Vara Cível da comarca de São Francisco do Sul, começou depois que o companheiro do capitão pediu a pensão por morte ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A cuidadora dele contestou a relação, alegando que vivia com o falecido, e pediu a suspensão do benefício. A solicitação foi negada. A Justiça catarinense divulgou a sentença na última quarta-feira (26).

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelo Tribunal de Justiça (TJ) porque o processo tramita em segredo de Justiça. O que disse a cuidadora? A mulher afirmou que morava com o capitão em São Francisco do Sul (SC) desde 2013. Ela alegou que a relação era pública, contínua e com o objetivo de constituir família, sendo de conhecimento de familiares, vizinhos e amigos. Entre os elementos apresentados estava uma procuração pública recebida do falecido em 2019. O que disse o companheiro? Na defesa, o companheiro do capitão afirmou que os dois tinham uma vida em comum discreta devido ao preconceito contra relações homoafetivas e pelo fato de o parceiro trabalhar embarcado na Marinha Mercante. ? A Marinha Mercante é o conjunto das organizações, pessoas, embarcações e outros recursos dedicados às atividades marítimas, fluviais e lacustres de âmbito civil. O homem também afirmou que a mãe do capitão nunca aceitou o relacionamento, enquanto o pai mantinha proximidade com o casal. O que a Justiça analisou? Na instrução, foram analisados documentos e depoimentos apresentados pelos dois lados. Em relação à cuidadora, a Justiça considerou fotografias, declarações, a procuração de 2019 e relatos sobre a proximidade entre ela e o capitão morto. "O juiz, porém, apontou divergências sobre a residência e a rotina do homem e destacou que as testemunhas não esclareceram aspectos relevantes de sua vida", disse o Tribunal ao divulgar o caso. Já os depoimentos apresentados pelo companheiro, segundo o tribunal, descreveram uma convivência prolongada, com residência e quarto em comum, divisão de despesas, conta conjunta, bens e animais de estimação, além de acompanhamento durante as internações. "As provas também demonstraram que ele esteve presente durante as internações e assumiu providências relacionadas à morte e ao funeral. A discrição adotada pelo casal foi analisada tendo em vista a resistência da mãe", afirmou o Tribunal. Na decisão, o magistrado também destacou que o companheiro ficou com a farda do falecido após a morte. O fato foi considerado um simbolismo, segundo a decisão do Tribunal de Justiça. Com isso, a Justiça reconheceu a união estável homoafetiva entre o capitão da Marinha Mercante e o companheiro e rejeitou o pedido da cuidadora. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Fonte: G1

Esta notícia foi publicada originalmente por G1. Consulte a publicação original para mais detalhes.

Abrir publicação original
Proxima leitura recomendada

Confira o dia de campanha dos candidatos ao governo do Acre nesta quinta-feira (3)

Leia também

Leia também