Centro histórico São Francisco do Sul TV Globo Uma cuidadora foi condenada por má-fé em Santa Catarina após tentar contestar a união estável homoafetiva de um capitão da Marinha Mercante para obter a pensão dele. A mulher alegava morar com o militar desde 2013, mas a Justiça constatou que, na verdade, ele mantinha um relacionamento de 45 anos com outra pessoa. De acordo com as provas do processo, o relacionamento entre o capitão e o companheiro começou na adolescência e durou até a morte do militar, em dezembro de 2024. Os dois também tinham uma declaração de união estável registrada em cartório desde dezembro de 2014. ?Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A disputa judicial, analisada pela 1ª Vara Cível da comarca de São Francisco do Sul, começou depois que o companheiro do capitão pediu a pensão por morte ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A cuidadora dele contestou a relação, alegando que vivia com o falecido, e pediu a suspensão do benefício. A solicitação foi negada. A Justiça catarinense divulgou a sentença na última quarta-feira (26).
Cuidadora contesta união homoafetiva de capitão para obter pensão e é condenada por má-fé em SC
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Centro histórico São Francisco do Sul TV Globo Uma cuidadora foi condenada por má-fé em Santa Catarina após tentar contestar a união estável homoafetiva de um capitão da Marinha Mercante para obter a pensão dele. A mulher alegava morar com o militar desde 2013, mas a Justiça constatou que, na verdade, ele mantinha um relacionamento de 45 anos com outra...
Key points
- Centro histórico São Francisco do Sul TV Globo Uma cuidadora foi condenada por má-fé em Santa Catarina após tentar contestar a união estável homoafetiva de um capitão da Marinha Mercante...
- A mulher alegava morar com o militar desde 2013, mas a Justiça constatou que, na verdade, ele mantinha um relacionamento de 45 anos com outra pessoa.
- De acordo com as provas do processo, o relacionamento entre o capitão e o companheiro começou na adolescência e durou até a morte do militar, em dezembro de 2024.
Context
This story is part of the States coverage. The report is associated with Santa Catarina. The original reporting source identified by the page is G1. Publication date: August 31, 2026 at 03:01.
What to watch
The next relevant developments are those connected to the facts and consequences described above; this page may be updated if the source material changes.
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Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelo Tribunal de Justiça (TJ) porque o processo tramita em segredo de Justiça. O que disse a cuidadora? A mulher afirmou que morava com o capitão em São Francisco do Sul (SC) desde 2013. Ela alegou que a relação era pública, contínua e com o objetivo de constituir família, sendo de conhecimento de familiares, vizinhos e amigos. Entre os elementos apresentados estava uma procuração pública recebida do falecido em 2019. O que disse o companheiro? Na defesa, o companheiro do capitão afirmou que os dois tinham uma vida em comum discreta devido ao preconceito contra relações homoafetivas e pelo fato de o parceiro trabalhar embarcado na Marinha Mercante. ? A Marinha Mercante é o conjunto das organizações, pessoas, embarcações e outros recursos dedicados às atividades marítimas, fluviais e lacustres de âmbito civil. O homem também afirmou que a mãe do capitão nunca aceitou o relacionamento, enquanto o pai mantinha proximidade com o casal. O que a Justiça analisou? Na instrução, foram analisados documentos e depoimentos apresentados pelos dois lados. Em relação à cuidadora, a Justiça considerou fotografias, declarações, a procuração de 2019 e relatos sobre a proximidade entre ela e o capitão morto. "O juiz, porém, apontou divergências sobre a residência e a rotina do homem e destacou que as testemunhas não esclareceram aspectos relevantes de sua vida", disse o Tribunal ao divulgar o caso. Já os depoimentos apresentados pelo companheiro, segundo o tribunal, descreveram uma convivência prolongada, com residência e quarto em comum, divisão de despesas, conta conjunta, bens e animais de estimação, além de acompanhamento durante as internações. "As provas também demonstraram que ele esteve presente durante as internações e assumiu providências relacionadas à morte e ao funeral. A discrição adotada pelo casal foi analisada tendo em vista a resistência da mãe", afirmou o Tribunal. Na decisão, o magistrado também destacou que o companheiro ficou com a farda do falecido após a morte. O fato foi considerado um simbolismo, segundo a decisão do Tribunal de Justiça. Com isso, a Justiça reconheceu a união estável homoafetiva entre o capitão da Marinha Mercante e o companheiro e rejeitou o pedido da cuidadora. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
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