Trote para serviços de urgência e emergência é crime Três adolescentes foram levadas para a delegacia depois que passaram três "trotes" telefônicos para a Polícia Militar (PM), na quarta-feira (15), em Chopinzinho, no sudoeste do Paraná. Segundo a PM, a situação "gerou sérios transtornos e desperdício de recursos que deveriam estar voltados à segurança da comunidade". ? Siga o canal do g1 PR no WhatsApp A corporação informou que, por volta das 17h, o Centro de Operações recebeu duas ligações consecutivas relatando que uma mulher estava sendo agredida pelo marido. Durante a chamada, conforme a PM, o operador chegou a ouvir gritos de socorro, o que indicava risco iminente à vida. Com base nisso, equipes da Rádio Patrulha Auto (RPA) foram imediatamente mobilizadas para fazer buscas em dois endereços distantes entre si. Os policiais fizeram buscas e conversaram com vizinhos em ambas as ruas, mas não localizaram nenhuma vítima ou residência correspondente. Cerca de uma hora depois, uma nova ligação ao Centro de Operações denunciava que uma adolescente de 13 anos estaria em cárcere privado, sob a mira de uma arma de fogo e sofrendo uma tentativa de estupro por parte do padrasto embriagado. Diante da gravidade, as forças policiais priorizaram o atendimento e se deslocaram rapidamente para o endereço fornecido na ligação. Após rastrear as chamadas, a equipe policial constatou que os três acionamentos eram falsos. A corporação identificou também que as adolescentes – uma de 16 anos e duas de 12 anos – usaram os próprios celulares para as falsas denúncias. O Conselho Tutelar foi acionado para mediar o caso, e as adolescentes foram encaminhadas, junto aos responsáveis legais, à Delegacia de Polícia Civil. Violência: Mãe e filho de 6 anos são sequestrados após tentarem fugir de agressões domésticas; homem fez carro da família capotar Áudio: Piloto relata 'calafrio' ao controlador de voo após avistar luzes no céu Imagens: Trabalhadores encontram caminhonete completamente enterrada durante obra de prefeitura no Paraná 'Trote' aos serviços de emergência é crime Passar "trote" aos serviços de emergência é um crime previsto no Código Penal Brasileiro Pedro Alves/G1 A Polícia Militar reforça que passar "trote" aos serviços de emergência é um crime previsto no Código Penal Brasileiro. A legislação classifica o comportamento como comunicação falsa de crime ou contravenção, quando a pessoa provoca a ação de uma autoridade informando ocorrência que sabe não ter existido. A pena é detenção de um a seis meses ou multa. Quando o ato é cometido por crianças ou adolescentes, a conduta é classificada como ato infracional gravíssimo, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A ligação falsa ocupa a linha e toma tempo dos atendentes da Central, que poderiam estar falando com quem realmente está precisando de socorro urgente, assim como uma ambulância que atende a uma chamada falsa pode estar deixando de lado uma ocorrência real. O tempo perdido entre os deslocamentos pode ser a diferença entre a vida e a morte para alguém em uma emergência real. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.
Adolescentes são levadas para a delegacia depois de passar 'trote' na PM: 'Desperdício de recursos voltados à segurança da comunidade'
Trote para serviços de urgência e emergência é crime Três adolescentes foram levadas para a delegacia depois que passaram três "trotes" telefônicos para a Polícia Militar (PM), na quarta-feira (15), em Chopinzinho, no...
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