A Polícia Civil do Paraná concluiu que o empresário Hugo Gabriel Moll, de 38 anos, foi assassinado por engano em uma barbearia de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O crime ocorreu em 19 de junho de 2026, na Avenida Pedro Wosgrau, no bairro Cará-Cará.
Empresário é morto por engano no PR ao chegar 10 segundos após saída do alvo
A Polícia Civil do Paraná concluiu que o empresário Hugo Gabriel Moll, de 38 anos, foi assassinado por engano em uma barbearia de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O crime ocorreu em 19 de junho de 2026, na Avenida Pedro...
Segundo a investigação, o verdadeiro alvo era um homem ligado ao tráfico de drogas, que saiu do estabelecimento de carro cerca de 10 segundos antes da chegada de Hugo, que estava em uma caminhonete. Imagens de câmeras de segurança e do sistema Muralha Digital mostram o momento em que o atirador invadiu o local já efetuando os disparos.
Hugo estava cortando a barba quando foi atingido na cabeça e morreu no local. O barbeiro João Victor Pereira também foi baleado no tórax. Ele ficou internado por mais de 20 dias e se recupera em casa. De acordo com o delegado Luis Gustavo Timossi, o empresário foi confundido com o alvo da execução, e o barbeiro pode ter sido atingido em uma tentativa de eliminar testemunhas.
Nesta terça-feira (28 de julho de 2026), a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão. Entre os presos estão:
um homem de 34 anos, apontado como organizador da ação (com antecedentes por tráfico de drogas, porte ilegal de arma e lesão corporal);
um de 24 anos, responsável por fornecer apoio logístico e a arma usada no crime (histórico de homicídio, tráfico e receptação);
um de 27 anos, que monitorava o alvo e dirigia o veículo de fuga (antecedentes por tráfico);
e outros dois suspeitos, de 25 e 19 anos, cuja participação ainda está sendo esclarecida com diligências complementares.
Nenhum dos presos teve o nome divulgado. Todos já possuíam antecedentes criminais. Os itens apreendidos nas residências serão analisados para conclusão do inquérito.
Hugo Gabriel Moll era empresário do ramo da construção civil. Deixou a esposa, com quem havia se casado há menos de dois meses, e um filho de 12 anos. Segundo a polícia, ele não tinha qualquer histórico criminal.