Cobertura 24 horas EN
Breaking News Brasil e mundo, minuto a minuto
Economia

Dólar abre em queda, com inflação dos EUA e Oriente Médio no foco

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (12) em queda, com um recuo de 0,10% perto das 9h, cotado a R$ 5,1556. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam...

Dólar abre em queda, com inflação dos EUA e Oriente Médio no foco
Resumo 365

O cenário eleitoral brasileiro e as dúvidas sobre o rumo dos juros no país também ficam no radar, após a JP Morgan citar os dois fatores em um relatório, na véspera. Segundo pesquisa da Reuters, a expectativa é que o indicador suba 0,1% em julho, após queda de 0,4% em junho.

  • Para a inflação anual, a previsão é de desaceleração, de 3,5% para 3,4%.
  • Dados mais fortes do que o esperado podem reforçar a perspectiva de que os juros permaneçam altos por mais tempo no país.

Leitura editorial organizada apenas com informações contidas nesta matéria e na fonte identificada.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (12) em queda, com um recuo de 0,10% perto das 9h, cotado a R$ 5,1556. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. Investidores aguardam novos dados de inflação dos Estados Unidos e seguem atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O cenário eleitoral brasileiro e as dúvidas sobre o rumo dos juros no país também ficam no radar, após a JP Morgan citar os dois fatores em um relatório, na véspera. (veja mais abaixo) ?? Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ?? Os novos dados de inflação dos EUA são o destaque da sessão. Segundo pesquisa da Reuters, a expectativa é que o indicador suba 0,1% em julho, após queda de 0,4% em junho. Para a inflação anual, a previsão é de desaceleração, de 3,5% para 3,4%. Dados mais fortes do que o esperado podem reforçar a perspectiva de que os juros permaneçam altos por mais tempo no país. ?? Ainda no exterior, o conflito no Oriente Médio segue no radar. Segundo a Bloomberg, o presidente americano, Donald Trump, reivindicou o controle do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o comércio de petróleo na região. O Irã, no entanto, continua a fazer ataques a navios que transitam pelo canal. As divergências entre os dois países voltam a levantar preocupações sobre a oferta global de petróleo. Perto das 9h, o barri do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,21%, cotado a US$ 89,10. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 0,43% no mesmo horário, a US$ 83,56 o barril. ?? No Brasil, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) fica no centro das atenções. A expectativa é que o setor apresente uma retração de 0,6% em junho na comparação mensal e um crescimento de 0,8% em relação ao mesmo mês de 2025. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. ?Dólar

a Acumulado da semana: +1,52%; Acumulado do mês: +1,80%; Acumulado do ano: --5,98%. ?Ibovespa

Acumulado da semana: 0%; Acumulado da semana: --2,77%; Acumulado do mês: --5,77%; Acumulado do ano: +6,86%. Trump reivindica controle de Ormuz Os impasses entre os EUA e o Irã continuam a trazer volatilidade para os preços do petróleo no mercado internacional. Na véspera, segundo informações da Bloomberg, Trump afirmou que detinha o controle do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global da commodity. A informação, no entanto, foi desmentida por Irã, que continua a fazer ataques intermitentes a navios que transitam pela região. Segundo dados divulgados pela Reuters, o número de embarcações monitoradas no Estreito caiu para oito na terça-feira, o menor nível em uma semana. A queda indica que os navios seguem receosos em cruzar o canal, em meio às tensões e ataques registrados. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Ao mesmo tempo, as negociações entre os dois países para um acordo de paz parecem estar em um impasse. No fim de semana, o Irã divulgou uma lista de exigências para a reabertura do Estreito e afirmou que os EUA precisarão atender às demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações. As informações são do jornal americano "The New York Times" (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana. Entre as exigências estão: a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã; a retirada das tropas americanas das proximidades do país; o pagamento de indenizações de guerra; a liberação de ativos iranianos congelados; o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; e o encerramento das ameaças contra o país. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também afirmou que o país e Omã estavam "muito perto" de um acordo sobre uma nova rota de navegação pelo Estreito. "Há progresso entre Omã e Irã no estreito, e esperamos um acordo em breve", disse um funcionário americano à Reuters na sexta-feira. "Assim que o acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos for anunciado, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos." Na segunda-feira, no entanto, Trump ironizou o pedido de indenização do Irã que deveria ser pago por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz. Ibovespa "rebaixado" Um relatório do JPMorgan que reduziu sua recomendação para o Ibovespa, de "acima da média" para "neutra". Na prática, o banco passou a ver menos espaço para uma valorização do mercado brasileiro em relação a outras opções de investimento. Segundo Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, a avaliação do JPMorgan está relacionada principalmente ao aumento das incertezas sobre o cenário brasileiro. Entre os pontos considerados pelo banco estão a possibilidade de os cortes da taxa básica de juros serem interrompidos depois de setembro e os efeitos das eleições de outubro sobre o mercado. A preocupação com os juros é relevante porque cortes na Selic tendem a reduzir o custo de financiamento das empresas e podem tornar investimentos em ações mais atrativos. Se o espaço para novas reduções diminuir, esse movimento perde força e pode afetar as expectativas para a Bolsa. O JPMorgan também reduziu sua projeção para o Ibovespa no fim de 2026, de 190 mil para 185 mil pontos, segundo Magno. Para o analista, o aumento da percepção de risco no Brasil ajudou a pressionar não apenas as ações, mas também o dólar e as taxas negociadas no mercado para os juros futuros. Bolsas globais Nos EUA, os principais índices de Wall Street fecharam em queda, pressionados pelo recuo das ações de tecnologia e enquanto investidores avaliavam rumores de que os EUA e o Irã estariam perto de "algum tipo de acordo". O Dow Jones caiu 0,35%, aos 53.787,57 pontos. O S&P 500 recuou 0,33%, para 7.727,79 pontos. Já o Nasdaq Composite teve baixa de 0,60%, aos 26.445 pontos. Na Europa, os principais mercados da região fecharam o dia mistos, confore o otimismo com uma sólida temporada de balanços compensou a cautela em relação ao Estreito de Ormuz. O índice pan-europeu STOXX 600 ficou estável em 660,51 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,26%, enquanto o CAC-40, da França, caiu 0,13% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve perdas de 0,17%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em baixa nesta terça-feira, conforme investidores reavaliavam as perspectivas de um fim do conflito no Oriente Médio e da reabertura de Ormuz. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,8%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, recuou 0,8%. O Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,1% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,73%. O Nikkei, do Japão, permaneceu fechado. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik