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Baleado por um ladrão, eu estava sangrando a caminho do hospital – e com medo de que os médicos me deixassem morrer

Jesús Piñero cresceu ouvindo tiros, mas achou que estaria seguro no ônibus que o levava para sua casa em Caracas. Então um assaltante veio buscar seu telefone... Enquanto subia correndo as escadas da estação de metrô...

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Baleado por um ladrão, eu estava sangrando a caminho do hospital – e com medo de que os médicos me deixassem morrer
The Guardian

Jesús Piñero cresceu ouvindo tiros, mas achou que estaria seguro no ônibus que o levava para sua casa em Caracas. Então um assaltante veio buscar seu telefone...

Enquanto subia correndo as escadas da estação de metrô Palo Verde e entrava na camioneta (pequeno ônibus) para a viagem de cinco minutos até sua casa em Caracas, a cabeça de Jesús Piñero fervilhava de projetos e ideias. Era 25 de março de 2016 e a Venezuela estava em crise, mas o jovem de 22 anos estava otimista. Resultados de exames, festas e família aguardados depois de um dia com amigos sacudindo uma lata na rua por dinheiro para comprar lâmpadas para o departamento de história da universidade onde – pela primeira vez para sua família da classe trabalhadora – ele era um estudante promissor.

Seu telefone Blu branco – apenas US$ 80 (£ 60), mas seu bem mais caro e valioso – não parava de tocar. Sua mãe, Elisa, estava preocupada. “Quando você chega em casa?” Ela estava trocando mensagens a tarde toda. Um bolo estava pronto para seu irmão e irmã, que faziam aniversário naquela semana. A família estava se reunindo. Estava escurecendo. O crime nas ruas era horrível.

Fonte: The Guardian

Esta notícia foi publicada originalmente por The Guardian. Consulte a publicação original para mais detalhes.

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