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PMs matam homem na zona leste de São Paulo; câmeras corporais estavam desligadas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um homem foi morto por policiais militares no Jardim São Francisco, zona leste de São Paulo, na noite desta segunda-feira (13). Os agentes estavam com câmeras corporais, mas, segundo a...

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PMs matam homem na zona leste de São Paulo; câmeras corporais estavam desligadas
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um homem foi morto por policiais militares no Jardim São Francisco, zona leste de São Paulo, na noite desta segunda-feira (13). Os agentes estavam com câmeras corporais, mas, segundo a versão apresentada por eles em boletim de ocorrência, o equipamento só foi acionado após os disparos.

A ação na rua Vagner de Araújo foi realizada por PMs do Caep (Companhia de Ações Especiais de Polícia) Sudeste, responsável pela cobertura das zonas leste e sul da capital paulista. A vítima, José Carlos da Rocha Sobrinho, 42, era pastor evangélico de uma igreja da região.

A morte causou revolta. Nesta segunda-feira e terça-feira (14), foram registrados protestos, com vias fechadas. Moradores ateram fogo em sacos de lixo e atravessaram caçambas em ruas do bairro. O Corpo de Bombeiros controlou os incêndios e a PM desbloqueou as avenidas. Um tio da vítima acabou detido pela PM.

Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública), da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que o protocolo de uso dos equipamentos de gravação será apurado.

De acordo com os PMs, eles realizavam patrulhamento de rotina quando suspeitaram de um Volkswagen Fox. Teriam dado ordem de parada, que não teria sido obedecida pelo condutor. O motorista da viatura emparelhou o carro policial ao Fox, e o único homem que estava no veículo teria apontado uma arma na direção dos agentes, que reagiram.

Os policiais dispararam tiros de fuzil e pistola. O baleado foi levado ao Hospital Sapopemba, onde morreu. Ele tinha lesões no pescoço, na nuca e na coxa direita.

Segundo o boletim de ocorrência, Sobrinho tinha passagens pela polícia e seria integrante de uma facção criminosa.

A perícia esteve no local e encontrou marcas de tiros na porta do motorista e no vidro da porta do passageiro. Os policiais apresentaram na delegacia uma pistola Glock calibre .380, que, segundo eles, seria de Sobrinho.

Os três policiais que atiraram foram notificados a constituir defensor para, posteriormente, prestar depoimento. O Volkswagen Fox não apareceu em registro de queixas criminais.

O caso é investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa). A Corregedoria diz acompanhar a apuração.

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