Novos detalhes revelados pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul mostram a brutalidade das agressões sofridas por Oliver Goldes Grayson, de 3 anos, morto após ser espancado pelo pai em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a investigação, o homem atacou o filho porque a criança não lhe deu “bom dia”.
Menino espancado por não dar “bom dia” teve crânio afundado
Novos detalhes revelados pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul mostram a brutalidade das agressões sofridas por Oliver Goldes Grayson, de 3 anos, morto após ser espancado pelo pai em Viamão, na Região Metropolitana de...
De acordo com a delegada Luana Medeiros, responsável pelo caso, o menino teve afundamento do crânio, deslocamento do coração e fratura completa do fêmur em consequência da violência.
As informações foram relatadas por uma das médicas que atendeu a criança e prestou depoimento à polícia.
“A médica nos explicou que o coração do menino chegou a mudar de lugar de tão forte que foi o espancamento, e que o fêmur dele foi completamente fraturado”, afirmou a delegada.
Segundo a Polícia Civil, a extensão das lesões não corresponde à versão apresentada pelo pai, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos.
Em depoimento, ele afirmou que agrediu o filho depois de a criança não lhe desejar “bom dia”. O homem disse ter dado socos no peito e no abdômen do menino, além de bater a cabeça dele contra o chão.
Para a equipe médica, porém, os ferimentos indicam que as agressões foram muito mais intensas do que as admitidas pelo investigado.
O crime ocorreu no domingo (5), no distrito de Águas Claras, em Viamão. Após o espancamento, o próprio pai levou a criança ao hospital da cidade. Ao constatar as múltiplas lesões, a equipe médica acionou a Polícia Militar, que prendeu o homem em flagrante.
Oliver foi transferido para Porto Alegre devido à gravidade do quadro, mas não resistiu.
A prisão em flagrante do pai foi convertida em preventiva. A mãe da criança também está presa.
A Polícia Civil investiga os crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e omissão.
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