Vítima durante entrevista à Rede Amazônica. Rede Amazônica Um homem foi preso nesta quinta-feira (6) suspeito de integrar um grupo criminoso que atraiu um comerciante de joias para um falso encontro de negócios e anunciou um assalto, em Macapá. O crime aconteceu no dia 14 de fevereiro deste ano, no bairro Universidade, na Zona Sul da capital. De acordo com as investigações, o vendedor foi atraído até o endereço sob o pretexto de entregar um cordão de ouro avaliado em cerca de R$ 4 mil. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça
'Vieram perguntando: cadê o cordão de ouro?', diz vendedor de joias, vítima de falsa compra no AP
Vítima durante entrevista à Rede Amazônica. Rede Amazônica Um homem foi preso nesta quinta-feira (6) suspeito de integrar um grupo criminoso que atraiu um comerciante de joias para um falso encontro de negócios e...
Ao chegar ao local combinado, ele foi abordado por dois homens armados com um revólver calibre 38 e uma pistola, que roubaram a joia e o aparelho celular dele. "Eles já vieram perguntando: 'cadê o cordão de ouro? Cadê o cordão de ouro? Perdeu, perdeu'. Aí eu falei: 'beleza, perdi'. Levantei a mão e entreguei", relatou o comerciante — que preferiu não se identificar por segurança, durante entrevista à Rede Amazônica. A apuração da 9ª Delegacia de Polícia de Macapá (9ª DP) apontou que o grupo atuou em conjunto. Uma mulher usou mensagens de texto para negociar a compra da peça e atrai-lo ao ponto de encontro, enquanto os outros integrantes executaram o assalto no local. A Justiça decretou a prisão preventiva e expediu mandados de busca contra três investigados pela Polícia Civil do Estado do Amapá (PC-AP). Um dos suspeitos foi localizado e encaminhado ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). As buscas continuam para prender os outros dois envolvidos no crime. LEIA TAMBÉM: Promotor João Paulo Furlan é demitido do Ministério Público do Amapá Governo Lula cria projeto para criar universidade federal em Oiapoque 'Fui atraído por uma moça', relata a vítima O comerciante contou que a negociação começou quando ele publicou o anúncio do cordão de ouro em uma rede social, no período que antecedeu o Carnaval. "Eu fui atraído por uma moça que demonstrou interesse no cordão. Ela disse que ia comprar para ela e perguntou se eu poderia levar até a residência dela. Perguntei se era em uma casa normal ou perto de pontes ou vielas, que são lugares perigosos. Ela respondeu que morava em uma residência com rua e número específicos, então fui até o local", explicou. Ao chegar ao endereço informado, o vendedor notou que a via terminava próximo a uma área de ponte e desconfiou do ambiente. "Eu estava na frente da residência que ela indicou. Mandei mensagem avisando que estava no local e ela respondeu que estava terminando de tomar banho e que já estava descendo. Quando fui virar a moto para ir embora, fui surpreendido com dois rapazes. Cada um estava com uma arma de fogo: um com um 38, o outro com uma pistola preta", contou. Após o assalto, a vítima foi imediatamente a uma agência bancária e, em seguida, voltou para casa para bloquear as contas e os aplicativos financeiros do celular roubado. Logo depois, o comerciante se dirigiu ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) para registrar o boletim de ocorrência. Celular recuperado e alerta para vendas on-line Com o apoio do rastreador do aparelho, a Polícia Militar do Amapá (PM-AP) conseguiu localizar o telefone por volta das 21h do mesmo dia, em uma área de mata para onde os assaltantes fugiram. O cordão de ouro não foi localizado. "A questão da joia nem levo em consideração, porque a minha vida foi ali. Graças a Deus a polícia foi muito eficiente e conseguiu recuperar o celular. O importante foi que não aconteceu nada comigo", disse a vítima. Após o trauma, o comerciante fez um alerta para a população sobre os cuidados ao negociar objetos pelas redes sociais. "O alerta que deixo para a população é que tenham mais cautela quando forem postar alguma coisa para vender. É preciso ter cuidado nas redes sociais e sempre verificar se o perfil do comprador é real, se tem histórico ou amigos em comum. Muitas vezes, os golpistas criam um perfil falso recente só para atrair a vítima", finalizou. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:
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