Medicamentos para pacientes transplantados esta?o em falta na Unicat Pacientes transplantados e pessoas com doenças autoimunes denunciam a falta do medicamento ciclosporina na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), no Rio Grande do Norte. Segundo os relatos, o remédio está indisponível há cerca de seis meses. A ciclosporina é um imunossupressor utilizado para reduzir o risco de rejeição após transplantes de órgãos e de medula óssea. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Uma das pacientes afetadas é Rogéria da Silva, moradora de São Bento do Trairi. Ela passou por um transplante de medula óssea há um ano e oito meses e afirma que, desde então, depende do medicamento para dar continuidade ao tratamento. "Faz seis meses que eu estou esperando essa medicação chegar e até hoje nada. Todo dia que a gente vai lá é um 'não tem'. Nós que somos transplantados sabemos o quanto é importante uma caixa de ciclosporina para a gente", relatou. Segundo Rogéria, ela utiliza dois comprimidos por dia e, sem o fornecimento pelo Estado, enfrenta dificuldades para manter o tratamento. A cardiologista Lorena Marques explicou que a interrupção do uso da medicação aumenta o risco de rejeição do órgão transplantado. "Faltando a medicação imunossupressora, a chance de rejeição existe e é real. Tivemos pacientes que chegaram com sinais de rejeição. Felizmente foi possível tratar rapidamente, mas é uma situação muito preocupante", afirmou. Ainda de acordo com a médica, hospitais têm recorrido a doações e ao próprio estoque para evitar que os pacientes fiquem completamente sem o medicamento. O que diz a Unicat Procurada, a direção da Unicat informou que a ciclosporina já foi adquirida e que aguarda apenas a entrega pelo fornecedor. Segundo o órgão, após o recebimento do medicamento, ele será distribuído aos pacientes cadastrados. A Unicat, no entanto, não informou uma previsão para que o abastecimento seja normalizado. Unicat em Natal Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi