Vídeo de homem com buquê tentando abordar estudante repercute e vira caso de polícia no AM A Justiça do Amazonas determinou, nesta sexta-feira (7), que um homem investigado por perseguir uma estudante de 18 anos com um buquê, em Manaus, mantenha distância mínima de 300 metros dela, dos familiares da moça e das testemunhas do caso. A decisão também prevê que ele seja monitorado por tornozeleira eletrônica e o proíbe de manter qualquer tipo de contato com essas pessoas ou frequentar a residência da jovem. A medida protetiva de urgência foi concedida pelo juiz Rafael Rodrigo da Silva Raposo. Conforme a decisão, as restrições não têm prazo de validade definido e devem permanecer enquanto persistir a situação de risco à vítima. Ao justificar a decisão, o magistrado afirmou que a conduta investigada é séria e revela um “padrão comportamental preocupante”. A linha de investigação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) é de crime de perseguição, conhecido como stalking. A polícia, no entanto, não informou novos detalhes sobre o caso porque a investigação tramita em segredo de Justiça. Stalking: saiba identificar e o que fazer quando se é vítima de perseguição Caso do buquê O caso envolve um vídeo que viralizou nas redes sociais e mostra o homem com um buquê de flores tentando se aproximar da estudante na saída de uma escola no Centro de Manaus. Ao perceber a aproximação, a jovem corre do local. O episódio aconteceu na Rua 10 de Julho, quando a estudante saía do Colégio Brasileiro Pedro Silvestre. Em outra gravação, o homem comenta a situação e afirma: “comprei flor e só correu”. O caso foi registrado inicialmente na Delegacia Virtual (Devir) e encaminhado para a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) Sul/Oeste. Vídeo de homem com buquê tentando abordar estudante repercute e vira caso de polícia no AM Reprodução/Redes Sociais Escola acompanha caso A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM) informou que tomou conhecimento da situação e que a gestão da unidade de ensino registrou a ocorrência em ata. A escola também auxiliou a família da estudante na formalização do Boletim de Ocorrência na delegacia especializada. Segundo a secretaria, o caso teve enquadramento preliminar como crime de perseguição, conhecido como stalking. A unidade de ensino abriu ainda um Procedimento Operacional Padrão (POP) junto ao Núcleo de Inteligência em Segurança Escolar (Nise) para acompanhar a situação, monitorar o caso e adotar medidas preventivas de segurança, em articulação com a rede de proteção e os órgãos responsáveis. Em nota, a Seduc-AM afirmou que não compactua com práticas ou condutas que representem ofensa ou qualquer tipo de violência dentro do ambiente escolar. Defesa nega perseguição A defesa do investigado, que não teve a identidade divulgada, afirmou que ele não possui histórico criminal e é uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo os advogados, a condição pode impactar a percepção de dinâmicas sociais e de comunicação. O homem também teria se colocado espontaneamente à disposição da polícia para prestar todos os esclarecimentos necessários. A defesa sustentou que o episódio foi isolado e ocorreu a partir de uma interpretação equivocada de uma relação de convivência e afeto prévia mantida entre as partes. Os advogados negaram que tenha ocorrido perseguição, ameaça ou intenção de intimidar a jovem. Ainda segundo a defesa, "todas as atitudes tomadas no âmbito do relacionamento decorreram de afeto e boa-fé, respaldadas por contatos contínuos e por uma suposta aceitação prévia por parte da estudante." O g1 questionou a defesa do investigado sobre a determinação da Justiça do Amazonas, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta. Vídeo de homem com buquê tentando abordar estudante repercute e vira caso de polícia no AM Reprodução/Redes Sociais