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Ipaam multa Mineração Taboca em R$ 22,5 milhões por poluição em rio próximo a terra indígena no AM

Reserva Waimiri Atroari tem uma extensão de 123 quilômetros e fica entre os estados de Roraime Amazonas Valéria Oliveira/G1/Arquivo A Mineração Taboca S.A. foi multada em R$ 22,5 milhões pelo Instituto de Proteção...

Ipaam multa Mineração Taboca em R$ 22,5 milhões por poluição em rio próximo a terra indígena no AM
Imagem fornecida pela publicação original: G1

Reserva Waimiri Atroari tem uma extensão de 123 quilômetros e fica entre os estados de Roraime Amazonas Valéria Oliveira/G1/Arquivo A Mineração Taboca S.A. foi multada em R$ 22,5 milhões pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) por lançar resíduos fora dos padrões permitidos em um rio de Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas. A infração foi identificada durante uma fiscalização realizada nas proximidades da Terra Indígena Waimiri Atroari, área que vinha sendo monitorada após denúncias de possíveis impactos ambientais. Segundo o Ipaam, a irregularidade foi constatada durante uma operação no Complexo Polimetálico do Pitinga. Durante a vistoria, equipes encontraram alterações na água do Rio Tiaraju, um dos principais afluentes do Rio Alalaú, com alta turbidez e mudança na coloração atribuídas ao descarte irregular de efluentes da atividade minerária. A fiscalização foi realizada em conjunto com a (ANM) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Lideranças do povo Waimiri Atroari também acompanharam a ação e indicaram aos fiscais áreas consideradas mais vulneráveis aos impactos ambientais. ? Participe do canal do g1 AM no WhatsApp De acordo com o órgão ambiental, a multa foi aplicada com base na legislação ambiental federal e estadual. Fotos, vídeos e laudos técnicos produzidos durante a operação foram anexados ao processo administrativo aberto para apurar os danos.

A autuação ocorre após uma série de alertas feitos pelo Ministério Público Federal (MPF). Em junho, o órgão cobrou providências dos órgãos de fiscalização após receber denúncias de indígenas sobre possíveis impactos ambientais em rios que cortam a Terra Indígena Waimiri Atroari. As denúncias apontavam mudanças na cor e no sabor da água, além da morte de peixes, peixes-boi e quelônios. Moradores também relataram casos de alergias e problemas de pele após contato com a água. Na época, o MPF e a Agência Nacional de Mineração definiram uma fiscalização para verificar possíveis impactos das operações da mineradora nos rios Tiaraju, Alalaú e no igarapé Jacutinga. A investigação também analisava a presença de metais na água. Laudos produzidos por uma empresa contratada pela Associação Comunidade Waimiri-Atroari (ACWA) identificaram a presença de metais como alumínio, chumbo e mercúrio em pontos dos rios analisados. Segundo o MPF, alguns resultados apresentaram concentrações acima dos limites previstos na legislação. A Mineração Taboca foi notificada e tem prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa ou efetuar o pagamento da multa de R$ 22.555.000. O que disse a mineradora Em nota, a empresa informou que recebeu o auto de infração e que apresentará defesa dentro do prazo legal. A mineradora afirmou que a autuação é um ato administrativo e não representa comprovação definitiva de dano ambiental. A companhia também declarou que os supostos impactos apontados pelo Ipaam estariam restritos à área operacional do complexo de Pitinga, e não em território indígena. Segundo a empresa, as atividades são monitoradas continuamente e ela permanece à disposição dos órgãos ambientais para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.

Fonte: G1

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