Sergipana na França sai de casa por conta dos incêndios florestais A sergipana Shayna Mendonça, de 34 anos, está entre as mais de 325 mil pessoas que precisaram sair de casa devido aos incêndios florestais de grandes proporções que afetam a Espanha e a França. Ela relatou ao g1, nesta segunda-feira (27), que tem passado momentos de preocupação sem saber quando voltará para casa. ? Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp Shayna disse que está há cerca de seis anos na França e mora em Bordeaux, onde há registros de muita fumaça e focos de incêndio. Ela afirmou que a situação no local está mais controlada e que algumas pessoas estão sendo acolhidas em abrigos. No entanto, por ter um idoso com bronquite na família, ela explicou que não foi possível continuar na cidade. "A qualidade do ar está piorando e a gente não sabe o que vai acontecer amanhã [...] Viemos para a cidade de Escoussans, a 40 km de Bordeaux, ficar temporariamente na casa de familiares. Quem tem carro e família longe da área de risco pode sair da cidade. Quem não tem, não consegue sair nem de avião nem de trem", afirmou. Shayna Mendonça, sergipana que relatou ter saído de casa por conta dos incêndios na França Arquivo pessoal Apesar da situação, Shayna contou que deve retornar a Bordeaux nesta semana para ajudar em um projeto de voluntariado que acolhe pessoas que tiveram que abandonar suas casas e não têm para onde ir. Sobre os incêndios Incêndios na França e Espanha obrigam 325 mil pessoas a deixarem suas casas Os incêndios florestais estão atingindo a região central da Espanha e o sudoeste da França e continuam causando destruição e transtornos em ambos os países. Os focos diminuíram um pouco nesta segunda-feira (27), graças a condições climáticas mais favoráveis, segundo as autoridades, mas uma nova onda de calor está prevista para chegar a partir de quarta-feira (29). Integrantes da Unidade Militar de Emergências (UME) da Espanha e bombeiros da região de Castela e Leão combatem um incêndio em uma área florestal próxima ao bairro residencial de La Atalaya, em El Tiemblo, a 80 km a oeste de Madri, em 25 de julho de 2026, em meio aos incêndios florestais que já consumiram até 25 mil hectares. CESAR MANSO/AFP/arquivo Na região francesa afetada pelo incêndio, a temperatura chegou aos 32,2 ºC, mais de 7 graus acima da média das máximas para julho, de acordo com dados do Monitor Climático da Reuters. Na Espanha, que decretou estado de emergência na sexta-feira (24) depois que dois focos de incêndio nas proximidades de Madri se fundiram, três frentes distintas permanecem ativas nas montanhas a noroeste de Madri. Um avião lança retardante de fogo enquanto os esforços para combater incêndios florestais em Marcheprime, departamento de Gironde, França REUTERS/Florion Goga/arquivo LEIA MAIS: Incêndio devastador na França e na Espanha: fogo diminui, mas nova onda de calor preocupa
'A gente não sabe o que vai acontecer amanhã', diz sergipana que deixou casa por causa dos incêndios florestais na França
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