Clima

Petrobras lucra R$ 52,4 bi e distribui quase R$ 18 bi para acionistas

A Petrobras confirmou a regra de que os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, iniciados em 28 de fevereiro, fizeram a festa das petrolíferas mundo afora, enquanto impactaram negativamente as contas dos países e da...

Petrobras lucra R$ 52,4 bi e distribui quase R$ 18 bi para acionistas
Imagem fornecida pela publicação original: ClimaInfo

A Petrobras confirmou a regra de que os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, iniciados em 28 de fevereiro, fizeram a festa das petrolíferas mundo afora, enquanto impactaram negativamente as contas dos países e da população em geral. A estatal teve um lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no 2º trimestre, 96,8% maior que o registrado de abril a junho do ano passado. E para a felicidade dos acionistas, a empresa anunciou que pagará dividendos de R$ 17,4 bilhões pelo resultado do período.

O resultado da Petrobras no trimestre foi puxado pela disparada do petróleo, provocada pelo conflito no Oriente Médio, e também pelo recorde de produção de óleo cru e gás fóssil, destaca a Folha. A cotação média do petróleo Brent, referência internacional, subiu 54,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, para US$ 104 por barril. Já a produção da estatal aumentou 14% em relação ao período de abril a junho de 2025. Em média, a Petrobras produziu diariamente 3,34 milhões de barris de óleo equivalente (BOE, que soma óleo cru e gás).

O lucro da Petrobras superou as projeções dos analistas de mercado. No fim de julho, especialistas projetavam para a petrolífera um lucro líquido variando de US$ 8 bilhões a US$ 9,5 bilhões (R$ 41,1 bilhões a R$ 48,8 bilhões). Em dólares, o resultado da empresa no período ficou em US$ 10,4 bilhões – maior até mesmo que o da gigante britânica Shell, que registrou lucro de US$ 9,8 bilhões no mesmo período.

A guerra no Irã fechou o Estreito de Ormuz e estrangulou a oferta de combustíveis fósseis em todo o mundo. Isso fez os preços dos combustíveis fósseis dispararem em todo o mundo. Governos de vários países passaram a subsidiar os preços da energia para evitar choques inflacionários, enquanto outros agiram para diminuir o consumo de derivados de petróleo e até mesmo racionaram a oferta, por falta de produto.

Enquanto isso, as petrolíferas ganharam, e muito. Um levantamento do Guardian mostra que oito das maiores empresas de petróleo e gás do mundo acumularam lucros de US$ 93 bilhões (R$ 478,2 bilhões) de abril a junho. Foi quase o dobro do registrado no 2º trimestre de 2025, quando Aramco, BP, Shell, Equinor, TotalEnergies, Eni, Chevron e ExxonMobil lucram pouco menos de US$ 50 bilhões (R$ 257 bilhões).

O caso da saudita Aramco é exemplar em mostrar como essas empresas não perdem mesmo em cenários desfavoráveis. Mesmo com parte de sua infraestrutura destruída pelo conflito e com as interrupções nas suas rotas de exportação causadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz, a Aramco teve lucro líquido ajustado de US$ 33,4 bilhões (R$ 171,7 bilhões) de abril a junho. O valor é 33% maior que os US$ 25,2 bilhões (R$ 129,6 bilhões) registrados em igual trimestre do ano passado.

Fonte: ClimaInfo

Esta notícia foi publicada originalmente por ClimaInfo. Consulte a publicação original para mais detalhes.

Abrir publicação original
Proxima leitura recomendada

Países adiam aportes no TFFF para depois das eleições

Leia também

Leia também