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Onda de calor ameaça colheitas na China, que também sofre com temporais

Plantações de milho e algodão da China correm risco de sofrer grandes danos nos próximos dias, devido a uma onda de calor que atinge importantes regiões agrícolas no norte e leste do país. Já no noroeste e no sudoeste...

Onda de calor ameaça colheitas na China, que também sofre com temporais
Imagem fornecida pela publicação original: ClimaInfo

Plantações de milho e algodão da China correm risco de sofrer grandes danos nos próximos dias, devido a uma onda de calor que atinge importantes regiões agrícolas no norte e leste do país. Já no noroeste e no sudoeste chineses, autoridades alertaram para temporais nas províncias de Shaanxi e Sichuan.

O centro climático de Shandong, província responsável por 10% da produção de milho da China, alertou que temperaturas persistentes entre 35°C e 39°C podem prejudicar a produção da safra de verão, informa a Bloomberg. A alta umidade causada pelas monções também pode aumentar o risco de doenças nas plantações, acrescentou o centro.

Mais ao norte, autoridades de Liaoning – que contribui com 7% da produção nacional de milho – também expressaram preocupação. Em outra declaração, o meteorologista da Vaisala, Kyle Tapley, afirmou que havia potencial para estresse térmico nas plantações de milho e soja em Liaoning e na Mongólia Interior.

O calor intenso também deve atingir Xinjiang, região autônoma onde se cultiva quase todo o algodão da China. O calor e a seca contínuos podem reduzir a produção de Xinjiang em até 5% neste mês, de acordo com a empresa de previsão meteorológica Marcus Weather Inc..

A China destinou US$ 319 milhões (R$ 1,6 bilhão) para fundos de conservação de água e socorro em desastres, segundo a Reuters. A iniciativa pretende ajudar a prevenir desastres agrícolas e reparar instalações de engenharia de conservação de água, informou o Ministério das Finanças do país.

Além do calor, a China sofre com chuvas intensas. Autoridades alertaram para os riscos de temporais em várias partes do país, com tempestades concentradas em Shaanxi, no noroeste, e Sichuan, no sudoeste, onde moradores foram evacuados de áreas de alto risco, informa a Reuters.

Na província de Gansu, no noroeste chinês, pelo menos 25 pessoas morreram após após enchentes repentinas no dia 26 de julho, que também deixaram 23 pessoas feridas, de acordo com a SCMP. Grandes regiões da província continuam a sofrer com os impactos das fortes chuvas da semana passada, que fizeram rios transbordarem.

Fonte: ClimaInfo

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