Recursos de transações penais provenientes de apreensões de madeiras irregulares e o trabalho de pessoas privadas de liberdade permitiram, junto com outras doações, a concretização de um sonho da comunidade de Guarantã do Norte: a abertura do Centro Especializado de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) Silvana Prado.
Recursos de transações penais permitem construção de Centro de Autismo em Guarantã do Norte
Recursos de transações penais provenientes de apreensões de madeiras irregulares e o trabalho de pessoas privadas de liberdade permitiram, junto com outras doações, a concretização de um sonho da comunidade de Guarantã...
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Recursos de transações penais provenientes de apreensões de madeiras irregulares e o trabalho de pessoas privadas de liberdade permitiram, junto com outras doações, a concretização de um sonho da comunidade de Guarantã do Norte: a abertura do Centro Especializado de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) Silvana Prado. Cerca de R$ 900 mil foram...
Pontos principais
- Recursos de transações penais provenientes de apreensões de madeiras irregulares e o trabalho de pessoas privadas de liberdade permitiram, junto com outras doações, a concretização de um...
- Cerca de R$ 900 mil foram destinados à conclusão das obras e à aquisição de equipamentos e materiais terapêuticos para o Centro.
- Os recursos são provenientes da conversão em dinheiro de apreensões de madeiras irregulares realizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na divisa de Mato Grosso com o Pará.
Contexto
Esta matéria faz parte da cobertura de Cidades. A publicação está associada à região Nortão do Mato Grosso. A fonte original identificada na página é Nortao News. Data da publicação: 3 de setembro de 2026 às 09:56.
O que acompanhar
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Leitura editorial organizada a partir das informações contidas nesta matéria e da fonte identificada.
Cerca de R$ 900 mil foram destinados à conclusão das obras e à aquisição de equipamentos e materiais terapêuticos para o Centro. Os recursos são provenientes da conversão em dinheiro de apreensões de madeiras irregulares realizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na divisa de Mato Grosso com o Pará. Os valores foram viabilizados por meio de acordos de composição civil em transações penais, analisados e homologados pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
O juiz diretor do Fórum de Guarantã do Norte, Guilherme Carlos Kotovicz, destaca que a iniciativa é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura municipal e o Ministério Público Estadual. Para ele a concretização do projeto é um exemplo de como a Justiça é capaz de promover transformação social.
“A madeira apreendida, que antes era fruto de infração ambiental, não se perdeu na burocracia, mas transformou-se em recursos financeiros reais, devolvendo à sociedade um bem precioso na forma de cuidado, dignidade e atendimento especializado”, ressalta.
Inaugurado no último dia 26 de agosto o espaço localizado no bairro Jardim Vitória, conta com recepção, consultório médico, salas de fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia, além de espaços para oficinas, terapia ocupacional, atividades multissensoriais e apoio escolar. O local dispõe ainda de copa, cozinha e área de serviço.
Ressocialização – Além da destinação de recursos, a participação da Justiça também esteve presente na execução da obra. A reforma e ampliação do prédio contaram com mão de obra de pessoas privadas de liberdade do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Peixoto de Azevedo, em parceria com a Fundação Nova Chance. Ao final dos trabalhos, os participantes receberam certificados de capacitação profissional.
Para o magistrado, a participação de pessoas privadas de liberdade conecta dois importantes processos de inclusão: de um lado, a oportunidade de aprendizado profissional e reconstrução de trajetórias. E de outro, a criação de um espaço destinado a crianças, adolescentes e demais pessoas com autismo e suas famílias.
“Ao empregarem a própria força de trabalho na reforma do prédio e receberem capacitação profissional, esses homens não apenas cumprem suas penas e aprendem um ofício, mas resgatam a própria dignidade ao erguerem as paredes que acolherão pessoas com autismo e suas famílias”, pontua Guilherme.
Esta notícia foi publicada originalmente por Nortao News. Consulte a publicação original para mais detalhes.
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