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PF desarticula rede que exportava cocaína em sacas de café e cimento

BRUNA FANTTIRIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quinta-feira (23) a Operação Commodity contra um esquema que enviou 6,5 toneladas de cocaína para países da Europa desde 2021, usando portos brasileiros e...

PF desarticula rede que exportava cocaína em sacas de café e cimento
Resumo 365

Segundo a corporação, o grupo mantinha vínculos operacionais com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), as duas maiores facções criminosas em atuação no país. A ramificação da rede alcançava a Bolívia e o Paraguai, na América do Sul; Alemanha, Espanha, Bélgica, Eslovênia e França, na Europa; e a Tailândia, na Ásia -sempre a partir da...

  • A ramificação da rede alcançava a Bolívia e o Paraguai, na América do Sul; Alemanha, Espanha, Bélgica, Eslovênia e França, na Europa; e a Tailândia, na Ásia -sempre a partir da exportação...
  • Ao todo, a PF cumpriu 13 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina.
  • A Justiça também determinou o sequestro de ativos e o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 1 bilhão.

Leitura editorial organizada apenas com informações contidas nesta matéria e na fonte identificada.

BRUNA FANTTIRIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quinta-feira (23) a Operação Commodity contra um esquema que enviou 6,5 toneladas de cocaína para países da Europa desde 2021, usando portos brasileiros e disfarçando a droga em sacas de café, cimento e argamassa. Um dos alvos foi morto em confronto com agentes em Igaratá (SP), e outras nove pessoas foram presas.

Segundo a corporação, o grupo mantinha vínculos operacionais com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), as duas maiores facções criminosas em atuação no país. A ramificação da rede alcançava a Bolívia e o Paraguai, na América do Sul; Alemanha, Espanha, Bélgica, Eslovênia e França, na Europa; e a Tailândia, na Ásia -sempre a partir da exportação marítima da droga em contêineres de embarcações de carga.

Ao todo, a PF cumpriu 13 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina. A Justiça também determinou o sequestro de ativos e o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 1 bilhão.

Uma apreensão em setembro de 2025 ajudou a embasar as investigações: cerca de meia tonelada de cocaína foi encontrada escondida em sacas de café no Porto do Rio de Janeiro, com destino à Eslovênia.

Para adulterar a droga e driblar a fiscalização, o esquema recorria também a métodos químicos. "Um exemplo seria a cocaína diluída em garrafas de refrigerante", afirmou a PF.

A corporação descreveu ainda uma estrutura financeira paralela para lavar os valores movimentados pelo grupo. "O esquema operava sob diferentes tipologias de lavagem de dinheiro, que incluíam empresas 'noteiras' e de fachada; 'criptodoleiros'; bens de luxo e imóveis de alto padrão", informou a PF, que classificou o mecanismo como uma "macroestrutura financeira de ocultação patrimonial".

Os investigados responderão por organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais.

A operação foi realizada com apoio da Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado) de São Paulo e Minas Gerais.

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