Exploração de petróleo na costa do Amapá Petrobras/Divulgação A Petrobras realiza nesta segunda-feira (17) uma coletiva de imprensa para dar mais detalhes da descoberta de petróleo no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. Magda Chambriard, presidente da empresa, acrescentou que ainda não se sabe o volume total. A entrevista acontece diretamente de Oiapoque (AP), após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao navio-sonda que realiza a perfuração em águas profundas. "Esse pré-sal terá um pico de produção por volta de 2034 e 2035, e precisamos repor reservas para manter a posição do Brasil entre os dez maiores produtores de petróleo do planeta. Hoje somos o sétimo", afirmou Chambriard. A presidente explicou que o poço deve ser concluído nos próximos 15 a 20 dias - a sonda irá determinar exatamente quando termina a perfuração. "Mas ainda precisamos delimitar a descoberta, saber quanto petróleo de fato existe nessa área", afirmou. Na última sexta-feira (14), a estatal anunciou que identificou hidrocarbonetos no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e em uma lâmina d'água de 2.886 metros. A descoberta representa o primeiro indício de petróleo ou gás natural na costa amapaense e marca um avanço na exploração da Margem Equatorial brasileira. Margem Equatorial onde está localizada a Bacia Foz do Amazonas Petrobras/divulgação O que a Petrobras vai fazer com a descoberta? Segundo a Petrobras, os hidrocarbonetos foram identificados por meio de perfis elétricos e amostras de rochas coletadas durante a perfuração. "As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas", diz a empresa. A empresa é a única operadora do bloco FZA-M-59, adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013. Em nota, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) afirmou que a "descoberta é significativa não apenas pela identificação da presença de petróleo, mas por indicar a possibilidade de exploração e produção em uma nova fronteira no extremo norte do país". Além disso, o IBP avalia que a descoberta reforça a "segurança energética nacional no médio e longo prazo". O achado faz parte de uma campanha exploratória mais ampla: o Plano de Negócios 2026-2030 prevê a perfuração de 15 poços na Margem Equatorial, com US$ 2,5 bilhões em investimentos na região. Os próximos passos A fase atual é de avaliação exploratória e busca responder, principalmente, a duas perguntas: Qual é o volume de hidrocarbonetos existente no reservatório; Se a acumulação é economicamente viável para produção. A expectativa é que a coletiva traga atualizações sobre o andamento da perfuração, os próximos estudos técnicos e o cronograma da campanha exploratória.
Petrobras confirma descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, no litoral do Amapá
Exploração de petróleo na costa do Amapá Petrobras/Divulgação A Petrobras realiza nesta segunda-feira (17) uma coletiva de imprensa para dar mais detalhes da descoberta de petróleo no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do...
A entrevista acontece diretamente de Oiapoque (AP), após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao navio-sonda que realiza a perfuração em águas profundas. "Esse pré-sal terá um pico de produção por volta de 2034 e 2035, e precisamos repor reservas para manter a posição do Brasil entre os dez maiores produtores de petróleo do planeta.
- A presidente explicou que o poço deve ser concluído nos próximos 15 a 20 dias - a sonda irá determinar exatamente quando termina a perfuração.
- "Mas ainda precisamos delimitar a descoberta, saber quanto petróleo de fato existe nessa área", afirmou.
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