MPE pede impugnação da candidatura de Adjuto Afonso: pedido tem como base doação eleitoral O Ministério Público Eleitoral pediu à Justiça Eleitoral a impugnação do registro de candidatura a deputado estadual do atual presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Adjuto Afonso (União Brasil), nas eleições de 2026. O pedido é baseado em uma condenação definitiva por doação eleitoral acima do limite permitido pela legislação. A ação tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). Nas eleições de 2020, Adjuto Afonso doou R$ 75 mil para a campanha do filho Diego Afonso, então candidato a vereador de Manaus. Segundo a Justiça Eleitoral, o parlamentar poderia ter doado até R$ 57.306, valor correspondente a 10% dos rendimentos brutos declarados por ele no ano anterior à eleição. A doação, portanto, ultrapassou o limite legal em R$ 17.694. Por causa da irregularidade, Adjuto Afonso foi condenado ao pagamento de multa de R$ 10.500. ? Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A condenação foi proferida pela 1ª Zona Eleitoral de Manaus em abril de 2023. Em abril de 2024, o TRE-AM manteve a decisão por unanimidade. Depois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou um recurso apresentado pela defesa. O processo transitou em julgado em 10 de março de 2025, quando não havia mais possibilidade de recurso. A Rede Amazônica questionou a assessoria do deputado Adjuto Afonso, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O Ministério Público Eleitoral baseia o pedido na Lei das Inelegibilidades. A legislação prevê impedimento de oito anos para pessoas físicas responsáveis por doações eleitorais consideradas ilegais por decisão colegiada ou transitada em julgado. A eventual inelegibilidade, no entanto, não foi declarada no processo que aplicou a multa ao deputado. Na ocasião, a Justiça Eleitoral determinou que a existência ou não de inelegibilidade deveria ser analisada em um eventual pedido futuro de registro de candidatura. É essa análise que ocorre agora. O TRE-AM vai decidir se a condenação por doação acima do limite legal impede Adjuto Afonso de disputar a eleição. O deputado tem sete dias para apresentar defesa. Até a publicação desta reportagem, o pedido de impugnação não foi julgado. Adjuto Afonso. Acervo Aleam
Ministério Público Eleitoral pede impugnação da candidatura de Adjuto Afonso por doação ilegal
MPE pede impugnação da candidatura de Adjuto Afonso: pedido tem como base doação eleitoral O Ministério Público Eleitoral pediu à Justiça Eleitoral a impugnação do registro de candidatura a deputado estadual do atual presidente da...
A ação tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). Nas eleições de 2020, Adjuto Afonso doou R$ 75 mil para a campanha do filho Diego Afonso, então candidato a vereador de Manaus.
- Segundo a Justiça Eleitoral, o parlamentar poderia ter doado até R$ 57.306, valor correspondente a 10% dos rendimentos brutos declarados por ele no ano anterior à eleição.
- A doação, portanto, ultrapassou o limite legal em R$ 17.694.
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