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'Medo de desabar tudo': avanço de erosão ameaça casas em Presidente Figueiredo

Crateras avançam no município de Presidente Figueiredo, interior do Amazonas Reprodução/Globoplay Moradores de Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas, vivem sob ameaça de desabamento. Chuvas intensas abriram crateras e voçorocas...

'Medo de desabar tudo': avanço de erosão ameaça casas em Presidente Figueiredo
Resumo 365

No Galo da Serra, parte de uma rua foi tomada por uma cratera com mais de 15 metros de profundidade. Voçoroca é um buraco ou cratera formado pela ação contínua da água sobre um solo exposto.

  • Ela representa um estágio de erosão mais avançado.
  • A cabeleireira Lidiane Souza mora perto da cratera e diz que o risco aumenta em dias de chuva e vento forte.

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Crateras avançam no município de Presidente Figueiredo, interior do Amazonas Reprodução/Globoplay Moradores de Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas, vivem sob ameaça de desabamento. Chuvas intensas abriram crateras e voçorocas nos bairros Galo da Serra, Aida Mendonça e Tancredo Neves. Sem drenagem adequada, o solo cede e coloca casas em risco. No Galo da Serra, parte de uma rua foi tomada por uma cratera com mais de 15 metros de profundidade. A erosão aumenta a cada chuva. ? Voçoroca é um buraco ou cratera formado pela ação contínua da água sobre um solo exposto. Ela representa um estágio de erosão mais avançado. A cabeleireira Lidiane Souza mora perto da cratera e diz que o risco aumenta em dias de chuva e vento forte. ? Participe do canal do g1 AM no WhatsApp "Principalmente esse aqui que tá bem do lado da minha casa, né, e ele tá correndo por baixo quando dá vento bastante assim, dá um tempo, fecha o tempo, a gente ouve as árvores cair. Essa é a nossa preocupação", relatou a moradora. ENTENDA: Manaus tem área de risco de deslizamento 13 vezes maior que o Parque do Mindu, aponta estudo

No bairro Aida Mendonça, a doméstica Cida Cabral, que mora no local há mais de três anos, teme que a erosão alcance sua casa. "Muito preocupante, porque todo dia tá chovendo. E aí o buraco já tá chegando aqui no muro da minha casa já, tá vindo por baixo. Esse poste também aqui já tá balançando e vai cair. Às vezes chove de madrugada e eu me acordo e venho olhar aqui com medo até de desabar tudo", desabafou Cida. No Tancredo Neves, moradores de uma estância instalada nas proximidades da cratera tiveram que abandonar imóveis próximos à cratera por risco de desabamento. Vistoria e parecer técnico Equipes da Defesa Civil do Amazonas e da Defesa Civil Municipal vistoriaram as áreas afetadas. O objetivo é mapear os riscos e definir medidas de contenção. De acordo com a geóloga da Defesa Civil do Estado, Maely Carvalho, a formação dessas estruturas é favorecida pelo tipo de solo da região. "Devido ao nosso solo amazônico, isso é bastante comum. Então, nós viemos aqui ver a situação dessas erosões, fazer o nosso parecer técnico, verificar qual é a real situação e ver o que essa erosão pode afetar, quais são os imóveis ou edificações que podem ser afetados", explicou a geóloga. A engenheira ambiental Karoline Costa destacou que o levantamento também considera impactos ambientais e de infraestrutura. "A gente tá fazendo esse levantamento para verificar quais serão as recomendações de parte estrutural para fazer as contenções, e também recomendações tratando-se da área ambiental, do dano ambiental e às famílias que moram no entorno. A questão da drenagem tá quebrada, então acaba afetando e contaminando o solo", destacou a engenheira. Segundo o secretário operacional da Defesa Civil de Presidente Figueiredo, Rodrigo Martins, os dados vão servir de base para pedidos de obras emergenciais.