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Mauro chama troca de Fábio Garcia por Gisela de “equívoco”, mas nega ruptura com Pivetta

O ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) afirmou nesta quarta-feira (19) que discordou da decisão do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) de substituir Fábio Garcia (União) por Gisela Simona (União) na vaga de vice...

Resumo 365

Apesar da discordância, disse reconhecer que a palavra final sobre a escolha do vice cabe ao candidato a governador. “Eu discordei da decisão dele, mas eu respeitei.

  • Eu discordei porque ele cometeu um equívoco que vai ter, provavelmente, algum desdobramento presente e futuro.
  • Mas ele é o candidato, e eu sempre disse: quem escolhe o candidato a vice é o candidato ao governo”, afirmou.

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O ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) afirmou nesta quarta-feira (19) que discordou da decisão do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) de substituir Fábio Garcia (União) por Gisela Simona (União) na vaga de vice da chapa que disputa o Governo de Mato Grosso.

Mauro classificou a mudança como um “equívoco” e afirmou acreditar que a decisão ainda poderá produzir desdobramentos políticos. Apesar da discordância, disse reconhecer que a palavra final sobre a escolha do vice cabe ao candidato a governador.

“Eu discordei da decisão dele, mas eu respeitei. Eu discordei porque ele cometeu um equívoco que vai ter, provavelmente, algum desdobramento presente e futuro. Mas ele é o candidato, e eu sempre disse: quem escolhe o candidato a vice é o candidato ao governo”, afirmou.

A declaração ocorre depois de o próprio Pivetta reconhecer publicamente que a alteração na chapa provocou desconforto dentro do grupo. No domingo (17), o governador afirmou que havia diferentes opiniões sobre a composição, mas que prevaleceu sua decisão.

“Num primeiro momento houve constrangimento, temos diferentes opiniões e a que venceu foi a minha”, declarou Pivetta.

Fábio Garcia havia sido escolhido inicialmente para ocupar a vaga de vice. A composição foi alterada após a deflagração, em 6 de agosto, da Operação Heritage, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada. A PF cumpriu 25 mandados de busca e apreensão e informou que a apuração envolve desvios estimados em R$ 308 milhões.

Fábio foi um dos alvos identificados da operação. Dias depois, deixou a condição de candidato a vice e retomou o projeto de disputar a reeleição à Câmara dos Deputados. Em 11 de agosto, Pivetta escolheu Gisela Simona para substituí-lo, mantendo a vaga de vice com o União Brasil.

Mauro diz respeitar decisão Ao comentar a troca, Mauro lembrou que, quando disputou o Governo de Mato Grosso, também teve autonomia para definir seus companheiros de chapa e afirmou que Pivetta deveria ter a mesma prerrogativa.

“Foi assim quando eu fui candidato. E eu exerci esse direito as duas vezes. Lá em 2010, aliás, quando nós também escolhemos, eu escolhi como vice em 2018, em 2022, eu tomei essa decisão de escolher quem seria o meu vice. E ele tinha esse direito de tomar a sua decisão”, disse.

Mesmo considerando a escolha equivocada, Mauro negou que a divergência tenha resultado em rompimento político com o governador e afirmou que o grupo permanece unido durante a campanha.

“Todos unidos. Ter divergência não significa ter ruptura. A gente pode divergir e continuar caminhando junto. A divergência faz parte da democracia. Entretanto, aquilo que nos une é muito maior do que aquilo que eventualmente possa nos separar”, declarou.

Pivetta também já havia afirmado que a definição da vice não foi consensual dentro do grupo. Segundo o governador, apesar das opiniões divergentes sobre a composição, os partidos aliados lhe deram liberdade para tomar a decisão final.