Cobertura 24 horas EN
Breaking News Brasil e mundo, minuto a minuto
Filmes

‘Embrionário’: romance perdido do cineasta francês Éric Rohmer é republicado

A tradução para o inglês de Élisabeth, o livro de 1946 do diretor da New Wave sobre jovens amantes na Paris pré-guerra, recebe ótimas críticas como precursor do trabalho cinematográfico do autor Nos tempos difíceis da Segunda Guerra...

‘Embrionário’: romance perdido do cineasta francês Éric Rohmer é republicado
Resumo 365

Ele escreveu sobre casos de diferença de idade e flertes semi-incestuosos. Schérer usou galantemente um nome de pluma, Gilbert Cordier, para proteger a sua família católica do escândalo, mas não precisava de se preocupar, pois as suas preocupações eram infundadas.

  • O romance finalizado, Élisabeth, mal fez barulho e rapidamente saiu de catálogo.
  • Implacável, Scherer adotou um segundo pseudônimo – Éric Rohmer – e decidiu tentar a sorte como cineasta.

Leitura editorial organizada apenas com informações contidas nesta matéria e na fonte identificada.

A tradução para o inglês de Élisabeth, o livro de 1946 do diretor da New Wave sobre jovens amantes na Paris pré-guerra, recebe ótimas críticas como precursor do trabalho cinematográfico do autor

Nos tempos difíceis da Segunda Guerra Mundial, Maurice Schérer, de 24 anos, escreveu uma história sobre jovens amantes na pequena cidade francesa do pré-guerra. Ele descreveu natação preguiçosa em agosto no rio Marne, a leste de Paris. Ele escreveu sobre casos de diferença de idade e flertes semi-incestuosos. Schérer usou galantemente um nome de pluma, Gilbert Cordier, para proteger a sua família católica do escândalo, mas não precisava de se preocupar, pois as suas preocupações eram infundadas. O romance finalizado, Élisabeth, mal fez barulho e rapidamente saiu de catálogo. Implacável, Scherer adotou um segundo pseudônimo – Éric Rohmer – e decidiu tentar a sorte como cineasta.

Agora – oito décadas depois da sua primeira publicação, 16 anos depois da morte do seu autor – Élisabeth regressa tardiamente do frio. Republicado em uma tradução para o inglês por Aaron Kerner, o livro de Rohmer foi recebido com críticas elogiosas, aclamado como um clássico modernista perdido e uma história de origem crucial para o premiado diretor de Claire’s Knee, The Green Ray e My Night at Maud’s. “Seria uma leitura gratificante e emocionante, mesmo que a identidade de seu autor fosse desconhecida”, escreveu Richard Brody na New Yorker. O fato de ser de Rohmer? Essa é a cereja do bolo.