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Aviões adulterados e pistas clandestinas: como funcionava esquema de tráfico ligado ao CV no AM

Operação da PF mira organização que usava aviões adulterados no tráfico de drogas Um grupo ligado ao Comando Vermelho (CV) é alvo de uma operação nesta quinta-feira (13) por suspeita de envolvimento com o tráfico interestadual de drogas....

Aviões adulterados e pistas clandestinas: como funcionava esquema de tráfico ligado ao CV no AM
Resumo 365

A Operação La Máquina é realizada pela PF e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MPAM). Ao todo, são cumpridos 43 mandados judiciais no Amazonas e em outros sete estados.

  • A ação ocorre também em Tocantins, Roraima, Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Santa Catarina.
  • Mais de 100 policiais federais participam da operação.

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Operação da PF mira organização que usava aviões adulterados no tráfico de drogas Um grupo ligado ao Comando Vermelho (CV) é alvo de uma operação nesta quinta-feira (13) por suspeita de envolvimento com o tráfico interestadual de drogas. Segundo a Polícia Federal (PF), a organização utilizava aeronaves adulteradas e pistas clandestinas para o transporte de entorpecentes. A Operação La Máquina é realizada pela PF e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MPAM). Ao todo, são cumpridos 43 mandados judiciais no Amazonas e em outros sete estados. A ação ocorre também em Tocantins, Roraima, Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Santa Catarina. Mais de 100 policiais federais participam da operação. ? Participe do canal do g1 AM no WhatsApp São cumpridos 13 mandados de prisão preventiva, 26 de busca e apreensão e quatro medidas cautelares. Segundo as investigações, o esquema era usado para transportar drogas a partir da região amazônica e atender rotas do grupo em outras regiões do país. A PF afirma que a organização movimentou cerca de R$ 35 milhões com as atividades investigadas. Como funcionava o esquema De acordo com a PF, o grupo utilizava aeronaves adulteradas para transportar drogas. As investigações também apontaram o uso de pistas clandestinas como parte da estrutura utilizada no esquema. Depois, segundo os investigadores, os envolvidos buscavam ocultar a origem do dinheiro obtido com o tráfico. Para isso, utilizavam empresas de fachada e pessoas que emprestavam o nome para movimentar recursos. Ainda de acordo com a investigação, parte do dinheiro era usada na compra e expansão de centros comerciais em Manaus. A PF identificou ainda que o grupo tinha uma estrutura ligada ao transporte aéreo de drogas a partir da região amazônica. Investigações Durante os trabalhos, a Polícia Federal realizou uma interceptação aérea no município de Tefé, no interior do Amazonas. A investigação também identificou a queda e o desaparecimento de um avião pertencente ao grupo em uma área próxima à fronteira com a Venezuela. Bloqueio de bens Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio e a apreensão de bens dos investigados. Entre os alvos estão: 31 veículos, avaliados em cerca de R$ 3 milhões; dois centros comerciais, localizados no bairro Novo Aleixo e Tancredo Neves, ambos em Manaus; aproximadamente R$ 7,7 milhões em ativos financeiros, que foram bloqueados nas contas dos investigados. Nome da operação O nome "La Máquina" vem de uma gíria usada pelos próprios criminosos para se referir, de forma codificada, às aeronaves utilizadas no transporte de drogas. Armas e dinheiro apreendidos em Manaus durante a Operação La Máquina Reprodução/Rede Amazônica Caminhão reboque apreendido em Manaus durante a Operação La Máquina Reprodução/Rede Amazônica Motocicleta apreendida em Manaus durante a Operação La Máquina Reprodução/Rede Amazônica Outra motocicleta apreendida em Manaus durante a Operação La Máquina Reprodução/Rede Amazônica