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Polônia pede que UE multe Meta em € 250 milhões por golpes e anúncios fraudulentos

Meta, dona do Facebook, Instagram e Whatsapp, vai pagar indenização bilionária em processo por vício em redes sociais A Polônia solicitou à Comissão Europeia que imponha uma multa de € 250 milhões (cerca de R$ 1,50 bilhão) à Meta, dona do...

Polônia pede que UE multe Meta em € 250 milhões por golpes e anúncios fraudulentos
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Esta é a mais recente crítica às práticas da Meta após a gigante de tecnologia dos EUA ser obrigada a pagar US$ 16 bilhões em um acordo com estados americanos, anunciado na quarta-feira (26), para resolver alegações de que projetou suas plataformas de mídia social para viciar crianças. A Polônia acusa a Meta de publicar anúncios fraudulentos e de não...

  • A Polônia acusa a Meta de publicar anúncios fraudulentos e de não removê-los quando é notificada.
  • "Temos provas concretas de que a plataforma não age no melhor interesse dos usuários, mas sim em seu próprio interesse, o que lhe permite monetizar publicidade enganosa", disse o ministro...
  • O CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, chega ao Tribunal de Los Angeles.

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Meta, dona do Facebook, Instagram e Whatsapp, vai pagar indenização bilionária em processo por vício em redes sociais A Polônia solicitou à Comissão Europeia que imponha uma multa de € 250 milhões (cerca de R$ 1,50 bilhão) à Meta, dona do Instagram e do Facebook, disse o ministro de Assuntos Digitais do país nesta quinta-feira (27). Ele acusa a empresa de não combater adequadamente anúncios fraudulentos. Esta é a mais recente crítica às práticas da Meta após a gigante de tecnologia dos EUA ser obrigada a pagar US$ 16 bilhões em um acordo com estados americanos, anunciado na quarta-feira (26), para resolver alegações de que projetou suas plataformas de mídia social para viciar crianças. A Polônia acusa a Meta de publicar anúncios fraudulentos e de não removê-los quando é notificada. "Temos provas concretas de que a plataforma não age no melhor interesse dos usuários, mas sim em seu próprio interesse, o que lhe permite monetizar publicidade enganosa", disse o ministro polonês de Assuntos Digitais, Krzysztof Gawkowski, em uma coletiva de imprensa. O CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, chega ao Tribunal de Los Angeles. REUTERS/Mike Blake Em uma carta datada de 26 de agosto à Comissão Europeia, o ministro citou testes conduzidos pela CERT Polska, a equipe nacional de resposta a incidentes de cibersegurança, que identificou 122 anúncios classificados como fraudulentos. Gawkowski disse que, em 106 casos, ou 86,8% dos relatos, a Meta decidiu não remover os anúncios. Apenas 10 anúncios foram removidos, enquanto em seis casos não houve resposta. "Já passou o tempo de dizermos 'melhorem'. Eles dizem 'estamos melhorando', mas os cidadãos ainda não sentem isso. Agora chegou a hora dos pênaltis", disse Gawkowski. Ele também pediu à Meta que "introduza imediatamente ferramentas eficazes para eliminar golpes, publicidade enganosa e a promoção de aplicativos ilegais". A Meta, em um comunicado fornecido à Reuters, afirmou que está fazendo todo o possível para impedir fraudes em suas plataformas. "Golpistas são criminosos persistentes que usam táticas cada vez mais sofisticadas. Por isso continuamos investindo fortemente em tecnologias e parcerias — com a indústria e as forças de segurança — para encontrar, remover e, em última instância, deter golpistas", disse o comunicado. Gawkowski disse que, durante a próxima cúpula do G20, buscaria persuadir líderes europeus a se manifestarem conjuntamente contra o que ele descreveu como práticas da Meta. "Esta deve ser uma iniciativa conjunta que demonstre que temos argumentos fortes e estamos determinados a conter as ações da Meta", disse ele. Considerando a escala das operações da Meta e os danos causados aos usuários na Polônia, Gawkowski disse que uma multa de € 250 milhões "poderia constituir uma medida real e dissuasora de fiscalização". Em 2024, o bilionário polonês Rafal Brzoska processou a Meta por anúncios falsos no Facebook e Instagram, alegando que eles exibiam seu rosto e traziam informações falsas sobre sua esposa. O tribunal de apelação de Varsóvia decidiu em abril deste ano que a Meta era responsável pelos anúncios hospedados em suas plataformas. A empresa argumentou no tribunal que não era responsável pelas ações fraudulentas de seus usuários.