Imagem de drone mostra voluntários procurando por moradores isolados em Canoas, no Rio Grande do Sul, em 5 de maio de 2024 REUTERS/Amanda Perobelli Enchente é o tema que mais preocupa os gaúchos nas eleições deste ano. Ainda por consequência das grandes cheias que atingiram o estado em 2024, um terço do eleitorado afirma que este é o principal problema do Rio Grande do Sul, segundo apontam recentes pesquisas de intenção de voto. Há dois anos, durante um El Niño — fenômeno que em 2026 voltou a atuar com intensidade na América do Sul —, a maior tragédia climática da história recente no RS afetava 2,4 milhões de pessoas. O número representa mais de 20% da população gaúcha. ? Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Naturalmente, a primeira eleição estadual após o episódio tem a atenção voltada para a resiliência climática, proteção contra cheias, prevenção contra inundações e preparação de órgãos como a defesa civil. O g1 traz, nesta reportagem, o que está previsto no planos de governo dos quatro principais candidatos ao Palácio Piratini sobre enchentes e resiliência climática. Na última pesquisa Quaest, Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) aparecem tecnicamente empatados, seguidos de Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB). Relembre a enchente de 2024 no RS Juliana Brizola (PDT) Juliana Brizola concorre ao governo do RS pelo PDT Divulgação O plano da pedetista propõe uma mudança de paradigma na Defesa Civil, passando da resposta emergencial para uma “gestão preditiva e permanente de riscos”. Trata ainda da adaptação da Infraestrutura e Drenagem Urbana para suportar grandes volumes de água nas cidades. Na área de habitação, promete atuar diretamente nas áreas de risco onde as enchentes causam mais danos sociais. Principais propostas: Sistema Integrado de Alerta Precoce: implantação desse sistema nas bacias hidrográficas críticas. Monitoramento de Cheias: expansão da rede telemétrica de monitoramento e alerta para secas e cheias. Mapeamento de Riscos e Evacuação: apoio aos 497 municípios no mapeamento das áreas sujeitas a inundações e deslizamentos, além da elaboração e atualização de planos de contingência e evacuação, com a realização de simulados. Brigadas Comunitárias: formação de brigadas comunitárias de Defesa Civil e criação de uma rede gaúcha de pesquisa sobre eventos extremos. Drenagem Sustentável (Infraestrutura Verde): apoio a soluções como parques lineares, bacias de retenção, jardins de chuva e pisos permeáveis nas cidades. Saneamento: adaptação das estações de tratamento de água e esgoto para resistirem aos riscos de inundação. Reassentamento Seguro: promessa de garantir reassentamento seguro, com moradia digna e infraestrutura, para famílias residentes em áreas sujeitas a inundações e deslizamentos. Cadastro Georreferenciado: criação de um cadastro georreferenciado das ocupações, loteamentos irregulares e áreas de risco, orientando a regularização fundiária e a prevenção de desastres. Criação da Força Estadual de Resposta Rápida do SUS, preparada para emergências sanitárias, epidemias e desastres socioambientais e promoverá a adaptação climática das unidades de saúde. Redes de Energia Blindadas: promessa de reforçar a fiscalização das concessionárias de energia, exigindo investimentos na resiliência da rede elétrica, com redes subterrâneas ou blindadas em áreas críticas e manutenção preventiva. Luciano Zucco (PL) Luciano Zucco é o candidato do PL ao governo do RS Mateus Raugust/Divulgação O plano do deputado federal dedica um capítulo à "Defesa Civil e Resiliência Climática", propondo a transição de uma cultura de resposta emergencial para uma política permanente de prevenção. Também destaca a necessidade de obras físicas e manutenção de estruturas de contenção de cheias e prevê a adaptação da infraestrutura do estado para suportar eventos climáticos extremos. Principais propostas: Profissionalizar e ampliar a capacidade permanente da Defesa Civil, com equipes técnicas, coordenações regionais, operação ininterrupta, equipamentos, telecomunicações redundantes, protocolos padronizados e estrutura adequada de comando e resposta. Orientar a política estadual de proteção e defesa civil pela prevenção e redução de riscos, incorporando critérios de resiliência ao planejamento, ao orçamento e aos investimentos públicos para diminuir perdas humanas, sociais, ambientais e econômicas. Instituir programa permanente de assistência técnica, capacitação, cofinanciamento e avaliação das estruturas municipais, priorizando os territórios de maior risco. Concluir, integrar e manter radares, estações hidrológicas e meteorológicas, sensores geotécnicos e demais sistemas de observação, assegurando cobertura territorial, operação contínua, manutenção, profissionais qualificados e intercâmbio de dados com União, municípios e instituições científicas. Transformar dados meteorológicos, hidrológicos e geológicos em previsões territorializadas dos efeitos esperados sobre pessoas, comunidades, rodovias, serviços e estruturas, permitindo decisões antecipadas de evacuação, bloqueio, mobilização e proteção. Integrar SMS, Cell Broadcast, sirenes, aplicativos, rádio, televisão, redes sociais e canais locais para emitir alertas claros. Atualizar continuamente os mapas de inundação, enxurrada, deslizamento, estiagem, incêndio e outros riscos relevantes. Definir uma carteira de obras prioritárias de proteção contra cheias, drenagem, contenção, amortecimento e estabilização. Concluir estudos por bacia: priorizar obras, recuperar diques, bombas e drenagem, implantar reservatórios e parques inundáveis. Não reconstruir em áreas de risco: aplicar mapas e avaliações técnicas à escolha de terrenos, projetos e reconstruções, adotando mitigação, adaptação ou reassentamento conforme a gravidade. Gabriel Souza (MDB) Gabriel Souza concorre ao governo do RS pelo MDB Rodrigo Ziebell/GVG O plano do emedebista trata o enfrentamento a enchentes e a resiliência climática como uma de suas prioridades centrais, dedicando um e
O que dizem as promessas dos candidatos ao governo do RS para enfrentar enchentes
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Há dois anos, durante um El Niño — fenômeno que em 2026 voltou a atuar com intensidade na América do Sul —, a maior tragédia climática da história recente no RS afetava 2,4 milhões de pessoas. O número representa mais de 20% da população gaúcha.
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- O g1 traz, nesta reportagem, o que está previsto no planos de governo dos quatro principais candidatos ao Palácio Piratini sobre enchentes e resiliência climática.
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