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Trump afirma que vai atacar o Irã "com muita força esta noite e amanhã"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que o país vai atacar o Irã "com muita força esta noite e amanhã". "Vamos atacá-los com muita força esta noite e vamos atacá-los com muita força...

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Trump afirma que vai atacar o Irã "com muita força esta noite e amanhã"
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que o país vai atacar o Irã "com muita força esta noite e amanhã".

"Vamos atacá-los com muita força esta noite e vamos atacá-los com muita força amanhã", disse Trump em entrevista ao apresentador de rádio e comentarista político Hugh Hewitt, segundo a CNN Internacional.

O presidente norte-americano também sugeriu que os Estados Unidos estão monitorando de perto alvos iranianos, mas se recusou a dar mais detalhes.

Questionado sobre se as forças militares dos Estados Unidos ou de Israel sabiam onde estavam os demais líderes militares iranianos e se poderiam atacá-los, Trump respondeu:

"Sim, eu sei, mas não queremos falar sobre isso. Mas estamos, certamente, monitorando."

#BREAKING Watch -President Trump says Iran will be hit hard tonight (Monday) and Tuesday. The president made the comment in an interview with conservative political commentator ?Hugh ?Hewitt.pic.twitter.com/shnAxMbV04

Para Trump, o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã, assinado há cerca de um mês, serviu como um "teste" que ele preferia ter evitado.

"Essa é uma tática padrão nos Estados Unidos: primeiro se chega a um memorando de entendimento e depois se parte para um acordo. Eu disse: 'Vamos direto ao acordo'", afirmou.

"Mas sabem de uma coisa? Foi uma espécie de teste, e eles não corresponderam. Não honraram o teste", acrescentou.

O memorando de entendimento assinado entre os Estados Unidos e o Irã previa uma redução das tensões no Oriente Médio. Na época, Trump chegou a afirmar que o documento representava "um acordo com o Irã que alcança tudo o que nos propusemos a realizar... encerrar o atual conflito, reabrir o Estreito de Ormuz e impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear".

Agora, porém, ele avalia que "memorandos de entendimento não significam muita coisa quando se lida com canalhas, e também não significam muita coisa quando se lida com pessoas honradas, porque é apenas um memorando de entendimento — não significa muita coisa".

CENTCOM anuncia "terceiro ataque noturno consecutivo contra o Irã"

Após as declarações de Trump, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou que "iniciou o terceiro ataque noturno consecutivo contra o Irã".

"Às 16h45 (horário da Costa Leste dos EUA) de hoje, o Comando Central dos Estados Unidos iniciou o terceiro ataque noturno consecutivo contra o Irã, sob ordens do comandante em chefe", informou o órgão em publicação na rede social X.

"Esses ataques continuarão impondo um alto custo às forças iranianas e reduzindo sua capacidade de atacar civis inocentes e navios mercantes no Estreito de Ormuz", acrescentou.

At 4:45 p.m. ET today, U.S. Central Command began launching the third consecutive night of strikes against Iran, at the Commander in Chief's direction. These strikes will continue imposing a heavy cost on Iranian forces and degrade their ability to attack innocent civilians and…

O anúncio de Trump foi feito no mesmo dia em que ele revelou a intenção de restabelecer o bloqueio aos portos iranianos e cobrar uma taxa de 20% sobre as mercadorias que atravessarem o Estreito de Ormuz, alegando os custos relacionados à segurança da rota marítima.

"Os Estados Unidos passarão a ser conhecidos como os 'Guardiões do Estreito de Ormuz', mas, em nome da justiça, receberão uma taxa equivalente a 20% do valor da carga", escreveu Donald Trump em sua plataforma Truth Social.

Segundo o presidente norte-americano, a cobrança servirá para "cobrir todos os custos necessários para cumprir a missão de garantir a segurança desta região particularmente instável do mundo".

Trump acrescentou que a medida entrará em vigor "imediatamente", mas não divulgou mais detalhes sobre como ela será implementada nem sobre os mecanismos de cobrança.

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