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Auxiliar da Argentina que agrediu Dani Olmo diz: “Não foi soco”

Roberto Fabián Ayala rompeu o silêncio sobre a confusão registrada após a derrota da Argentina para a Espanha por 1 a 0 na final da Copa do Mundo de 2026. O auxiliar técnico de Lionel Scaloni admitiu ter atingido Dani...

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Auxiliar da Argentina que agrediu Dani Olmo diz: “Não foi soco”
Noticias ao Minuto - Ultima Hora

Roberto Fabián Ayala rompeu o silêncio sobre a confusão registrada após a derrota da Argentina para a Espanha por 1 a 0 na final da Copa do Mundo de 2026. O auxiliar técnico de Lionel Scaloni admitiu ter atingido Dani Olmo durante o tumulto, mas negou que tenha dado um soco no jogador espanhol.

As imagens do episódio, ocorrido no gramado do MetLife Stadium, em Nova Jersey, mostraram Ayala envolvido diretamente nas cenas de violência após o apito final. Em entrevista à Valencia Capital Radio, na quarta-feira, o ex-zagueiro assumiu a responsabilidade pela atitude e afirmou estar arrependido.

“É uma pena e cada um precisa responder pelos atos que cometeu dentro de campo. Quando a partida terminou, vi uma confusão no meio do gramado e fui até lá para tentar acabar com aquilo, porque nós não somos assim. Assumo a responsabilidade pelo que fiz”, declarou.

Ayala disse que entrou no tumulto com a intenção de separar os envolvidos, mas reconheceu que a tensão do momento não justifica sua reação.

“Há situações em que a adrenalina está no máximo, mas isso não serve de desculpa. Eu não poderia ter agido daquela maneira, independentemente do que tenha ouvido”, afirmou.

Segundo o auxiliar argentino, o contato com Dani Olmo foi uma reação a uma provocação. Ele insistiu, no entanto, que não desferiu um soco.

“Foi mais um empurrão do que qualquer outra coisa. Não foi um soco. Reagi a algo que disseram, mas, quando encontrar Olmo, vou pedir desculpas pessoalmente”, garantiu.

O ex-jogador também mencionou o ambiente de hostilidade que, segundo ele, cercou a seleção argentina durante o torneio. Ayala afirmou que havia pessoas torcendo pelo fracasso da equipe, mas reconheceu que sua função exige equilíbrio.

“Ultimamente, existe certa animosidade contra a nossa seleção. Havia quem não quisesse que a equipe tivesse sucesso. Nós jogamos pelo nosso povo, mas, no cargo que ocupo, não posso permitir que um sentimento determine minhas atitudes. Estou arrependido”, disse.

Derrota ainda é analisada pela comissão técnica

Ayala contou que precisou de alguns dias para assimilar a perda do título mundial. A recepção dos torcedores em Buenos Aires, segundo ele, ajudou a diminuir a frustração, embora a comissão técnica continue revendo a partida.

“Depois de um jogo como aquele, são necessários alguns dias para digerir tudo. Tivemos uma recepção extraordinária e o carinho das pessoas ajudou a acalmar as coisas”, relatou.

Durante a viagem de volta à Argentina, jogadores e integrantes da comissão técnica praticamente não dormiram e passaram boa parte do tempo discutindo a final e avaliando o trabalho realizado nos últimos anos.

“Ficamos juntos, conversando sobre a partida e sobre este ciclo. No balanço geral, o trabalho feito ao longo de quase oito anos à frente da seleção é positivo”, avaliou.

Ayala reconhece superioridade espanhola

Ao analisar a decisão, o auxiliar de Scaloni reconheceu que a Espanha foi superior e mereceu conquistar o título. Para Ayala, a Argentina não conseguiu apresentar todo o seu potencial e demonstrou menos vigor físico do que na campanha vitoriosa de 2022.

“Eles foram melhores e mereceram ganhar a Copa do Mundo. Nós conseguimos mostrar apenas parte do nosso futebol, talvez porque já não tivéssemos nas pernas a mesma energia de 2022”, afirmou.

Ayala também elogiou o estilo de jogo espanhol e descartou qualquer problema interno no vestiário argentino.

“A Espanha praticou um futebol bonito, que agradou a muita gente. Não aconteceu nada de especial no nosso vestiário. Houve simplesmente uma equipe que jogou melhor, foi superior e venceu”, completou.

FIFA investiga confusão após a final

As cenas de violência ocorridas depois da decisão estão sob investigação da Fifa. Ayala pode ser suspenso por pelo menos três partidas, de acordo com o regulamento disciplinar da entidade.

O processo também poderá resultar em punições a outros jogadores e integrantes das comissões técnicas envolvidos no tumulto no MetLife Stadium.

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Fonte: Noticias ao Minuto - Ultima Hora

Esta notícia foi publicada originalmente por Noticias ao Minuto - Ultima Hora. Consulte a publicação original para mais detalhes.

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