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5 sinais na boca que não devem ser ignorados

Especialistas estão chamando a atenção para a conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, grupo de doenças que pode acometer estruturas como boca, língua, lábios, garganta, laringe, nariz, seios da face,...

5 sinais na boca que não devem ser ignorados
Imagem fornecida pela publicação original: Noticias ao Minuto

Especialistas estão chamando a atenção para a conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, grupo de doenças que pode acometer estruturas como boca, língua, lábios, garganta, laringe, nariz, seios da face, glândulas salivares e tireoide. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), esse é o quinto grupo de cânceres mais frequente no Brasil, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Embora muitas pessoas associem o cirurgião-dentista apenas aos cuidados com os dentes, esse profissional também desempenha um papel fundamental na identificação precoce de alterações na cavidade oral durante consultas de rotina.

Segundo Juliana Machado, coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera, lesões iniciais costumam ser indolores e, justamente por isso, acabam sendo negligenciadas pelos pacientes.

"Grande parte das alterações iniciais não causa dor, o que faz com que muitas pessoas adiem a procura por atendimento. Durante o exame clínico, o cirurgião-dentista avalia toda a cavidade oral, incluindo língua, mucosas, gengivas, palato, assoalho bucal e lábios, conseguindo identificar lesões que muitas vezes passam despercebidas pelo próprio paciente. Quanto mais cedo ocorre o diagnóstico, maiores são as chances de tratamento e melhores os resultados clínicos", explica.

A especialista destaca que nem toda alteração na boca representa um câncer, mas algumas características merecem atenção, principalmente quando persistem por mais de duas semanas.

1. Feridas que não cicatrizam

Úlceras ou aftas que permanecem por mais de 15 dias, mesmo sem dor, devem ser avaliadas por um cirurgião-dentista. Lesões persistentes podem indicar alterações malignas, especialmente quando apresentam bordas endurecidas ou aspecto irregular.

2. Manchas brancas ou avermelhadas

Placas esbranquiçadas (leucoplasias) ou avermelhadas (eritroplasias) que não podem ser removidas com a escovação são consideradas lesões potencialmente malignas e exigem investigação clínica. Em alguns casos, podem representar alterações celulares precursoras do câncer de boca.

3. Nódulos ou áreas endurecidas

O aparecimento de caroços, espessamentos ou regiões endurecidas na boca, língua, lábios ou pescoço pode indicar alterações importantes. Esses sinais merecem avaliação, especialmente quando não desaparecem espontaneamente.

4. Dificuldade para mastigar, engolir ou movimentar a língua

Mudanças persistentes na mastigação, na deglutição ou na mobilidade da língua podem estar relacionadas ao comprometimento de estruturas da cavidade oral e da orofaringe. Quando esses sintomas persistem, a investigação clínica é indispensável.

5. Dormência, sangramento espontâneo ou rouquidão persistente

Sensação de dormência em alguma região da boca, sangramentos sem causa aparente e rouquidão que dura mais de 14 dias também podem ser sinais de alerta, principalmente quando associados a outros sintomas ou fatores de risco.

Juliana ressalta que alguns hábitos aumentam significativamente o risco para o desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço.

"O tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas continuam sendo os principais fatores de risco para câncer, inclusive de boca. Além deles, a infecção pelo HPV, a exposição solar sem proteção, especialmente nos lábios, e a má higiene bucal também podem contribuir para o desenvolvimento dessas doenças. A prevenção passa pela adoção de hábitos saudáveis e pela realização de consultas odontológicas periódicas", afirma.

A especialista reforça que o autoexame da boca pode ajudar na percepção de alterações, mas não substitui a avaliação profissional. Ela destaca que ao escovar os dentes ou realizar a higiene bucal, é importante observar a língua, a parte interna das bochechas, o céu da boca, as gengivas e os lábios.

“Qualquer alteração que permaneça por mais de duas semanas deve ser avaliada por um cirurgião-dentista. O acompanhamento periódico continua sendo a melhor estratégia para detectar precocemente possíveis lesões e aumentar as chances de sucesso no tratamento", finaliza.

Fonte: Noticias ao Minuto

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