Justiça torna réus presos por morte de jovem lançada sem cordas em rope jump A Justiça marcou para o próximo dia 2 de setembro a primeira audiência de instrução do processo que apura a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada sem cordas durante um salto de rope jump no dia 13 de junho deste ano, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP). ? Nessa etapa do processo, serão ouvidos os réus, testemunhas e demais envolvidos no caso. Após a fase de instrução, o juiz decidirá se os acusados serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. Os réus são Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves. Siga o g1 Piracicaba no Instagram Eles são os instrutores diretamente ligados ao salto da vítima e a mulher apontada como organizadora do evento. Todos estão presos preventivamente. Os quatro respondem criminalmente por homicídio com dolo eventual qualificado, sendo que Evelyne também é acusada de fraude processual (veja abaixo). Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que, caso o juiz entenda que realmente houve o dolo eventual no crime, a tendência é de que ele decida levar os réus a júri. A audiência irá ocorrer a partir das 12h30 na 2ª Vara Criminal de Limeira. Ministério Público denunciou à Justiça quatro presos pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas Reprodução LEIA TAMBÉM O que se sabe e o que ainda falta saber sobre morte de estudante da Esalq/USP em república Esalq diz que irá apurar morte de estudante em república Suspeito diz ter achado que grupo que lançou jovem sem cordas em rope jump era empresa regularizada: 'Eu acreditei' O que dizem as defesas O advogado Rafael Gomes dos Santos, que integra a defesa de Maicon Fernandes e Luis Felipe, disse que discorda dos termos da peça acusatória, porque, segundo ele, os clientes não tiveram a intenção de matar vítima nem assumiram o risco da conduta. A defesa também afirmou discordar das qualificadoras constantes na denúncia. "Diante disso, a defesa demonstrará em juízo a conduta culposa dos réus, sem incidência de quaisquer qualificadoras para o crime", relata. O g1 entrou em contato com os advogados de Vitor de Freitas e Evelyne dos Santos, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Denúncia do MP Na denúncia, o Ministério Público (MP) sustenta que os responsáveis pela execução do salto "tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias", como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos. Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima Evelyne dos Santos Gonçalves - homicídio com dolo eventual, qualificado por omissão imprópria, e fraude processual ? O homicídio com dolo eventual ocorre quando a pessoa não tem a intenção de causar a morte de alguém, mas sabe que isso pode acontecer e, mesmo assim, decide assumir o risco. "A denúncia também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais aplicáveis e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes", completou. ? O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes. Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira Arte/g1 VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região em g1 Piracicaba