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Dia Mundial do Rock: bandas autorais fortalecem cena independente no Amapá

Banda Várzea em apresentação na Praça da Bandeira, em Macapá Maria Clara Prudêncio/G1 AP O Dia Mundial do Rock é celebrado nesta segunda-feira (13). O estilo nasceu nos Estados Unidos entre os anos 1940 e 1950 e...

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Dia Mundial do Rock: bandas autorais fortalecem cena independente no Amapá
G1

Banda Várzea em apresentação na Praça da Bandeira, em Macapá Maria Clara Prudêncio/G1 AP O Dia Mundial do Rock é celebrado nesta segunda-feira (13). O estilo nasceu nos Estados Unidos entre os anos 1940 e 1950 e rapidamente conquistou o mundo, influenciando gerações com música, comportamento e cultura. No Amapá, grupos autorais seguem essa tradição com músicas próprias e shows independentes. As letras refletem vivências locais e experiências pessoais. Apesar da falta de estrutura e espaços adequados, os artistas seguem produzindo, organizando eventos e conquistando público. O g1 mostra a trajetória das bandas Várzea e Índ'go, que produzem rock autoral no estado.

LEIA TAMBÉM: Dia Mundial do Rock tem show gratuito do Capital Inicial em Macapá Léo Santana, Gusttavo Lima e Wesley Safadão estão entre as atrações da Expofeira do Amapá Várzea Com menos de um ano de carreira e cinco músicas próprias, a banda Várzea já recebe do público uma pergunta: “quando saem novas músicas?”. A banda surgiu em agosto de 2025 a partir de uma ideia do guitarrista Wendril Araújo. Depois de anos em outros projetos da cena amapaense, ele reuniu músicos que também buscavam um novo caminho para investir em um trabalho autoral. Wendril completou a formação da banda com a chegada da baixista Sandra Borges, do vocalista El dos Anjos e do baterista Arthur Barbosa. Apesar da estreia recente, os integrantes carregam anos de experiência em outros grupos e acompanharam diferentes fases do rock independente no Amapá. O nome nasceu durante uma conversa entre os músicos. A inspiração veio das áreas de ressaca de Santana, município onde três dos quatro integrantes cresceram. A referência ao território também ajudou a construir a identidade da banda. Por isso, a Várzea define o próprio estilo como "rock visceral com lama preta". "Nossa proposta era fazer um som mais cru, mais underground. O nome casou com essa ideia e virou parte do conceito da banda. É uma referência ao nosso município e a algo que vemos todos os dias na nossa realidade", conta o baterista. Banda Várzea se apresentando no Festival Dia Mundial do Rock, em Macapá Maria Clara Prudêncio/G1 AP As letras falam de cotidiano urbano, conflitos sociais e juventude. Para os músicos, a Várzea é um espaço para transformar referências pessoais em música e criar uma sonoridade própria. "Ainda não temos nem um ano de banda e nosso repertório só tem cinco músicas até agora, mas já tem pessoas perguntando quando vão sair mais. A gente se apresenta e percebe eles curtindo o som. Isso mostra que estamos no caminho certo, dá um gás para continuar", diz Arthur. O retorno do público também mostra mudanças na cena. Para os integrantes, coletivos e eventos abriram espaço para bandas independentes, mas ainda existem dificuldades para encontrar locais que valorizem músicas autorais. Segundo Wendril, muitas bandas continuam presas aos covers porque enfrentam dificuldades para alcançar novos públicos. "Vemos muitos locais com datas especiais dedicadas ao Nirvana ou Guns N' Roses, mas não vemos muito espaço para banda autoral. Então é mais difícil para a galera independente, mas a gente segue fazendo música e tocando nos eventos, nos coletivos e nos bares focados no nosso público", afirma Wendril. Índ'go A Índ'go estreou em 2016 após o fim da banda Sistema Urbano 18. Os integrantes decidiram seguir um novo caminho, trocar o nome e concentrar o projeto em músicas autorais. A mudança marcou uma nova fase para o grupo, que passou a criar composições próprias e construir uma identidade ligada ao rock alternativo e ao indie rock. Com o tempo, a formação mudou. Alguns integrantes seguiram outros caminhos, mas Caio César permaneceu desde o início. Hoje, a banda tem Caio no vocal, João Djalma no baixo, Iann de Magalhães na bateria e Bayron Jardim na guitarra. Da direita para esquerda: Iann Magalhães, João Djalma e Bayron Jardim. Ao centro, Caio César. Arquivo pessoal/Ind'go A Índ'go mistura influências do rock alternativo e do indie rock com elementos da cultura amazônica. A identidade aparece nas artes dos singles, nas letras e em referências ao marabaixo, ao batuque e ao brega. "A gente traz as nossas vivências urbanas regionais. Tem o sotaque cantando, tem referências rápidas aos ritmos daqui. Tudo isso molda o nosso som", explica Caio. Depois de anos de trajetória, o vocalista reconhece que fazer rock autoral no Amapá continua sendo um desafio. Segundo ele, o público ficou mais segmentado, os espaços para ensaio diminuíram e muitos bares ainda mantêm valores de cachê abaixo do mercado. Mas, apesar das dificuldades para manter uma banda de rock, a Índ'go continua criando e levando composições ao público. "O lance é resistir, tocar sempre que conseguir, ter nosso próprio nicho, divulgar e continuar se divertindo. Acima de tudo, o rock é sobre diversão, contar histórias, angústias, falar de amor, criticar algumas coisas e mostrar o universo que é cada ser humano", diz. Para Caio, a força da cena independente vem da dedicação dos artistas que criam, divulgam trabalhos e encontram caminhos para manter o rock presente no Amapá. "A cena daqui talvez não tenha a estrutura dos grandes centros, mas justamente por isso ela acaba sendo muito verdadeira. As bandas fazem shows porque acreditam no que criam, dividem equipamentos, músicos quando necessário, organizam os próprios eventos e constroem um público fiel aos poucos." Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá Dia Mundial do Rock comemora 27 anos no Amapá com programação na Praça da Bandeira

Fonte: G1
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