Desmatamento ilegal em Borba rende maior multa ambiental do Amazonas em 2025 Henrique Almeida/Ipaam O Amazonas registrou uma queda de 38% no desmatamento entre agosto de 2025 e junho de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar da redução, o estado foi o terceiro que mais desmatou na Amazônia Legal, com 378 quilômetros quadrados (km²) de floresta derrubada. Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgados nesta sexta-feira (24). O levantamento mostra que o Amazonas acompanhou a tendência de queda do desmatamento na região. Ainda assim, ficou atrás apenas do Pará, com 684 km² desmatados, e do Mato Grosso, com 509 km². ? Participe do canal do g1 AM no WhatsApp "Apesar desses três estados terem registrado quedas no desmatamento, eles possuem grandes áreas florestais e precisam fortalecer suas ações de fiscalização e punição para evitar novas derrubadas", alerta a pesquisadora do Imazon, Manoela Athaide. Os cinco estados com maior área desmatada entre agosto de 2025 e junho de 2026 foram: ?Pará - 684 km² ?Mato Grosso - 509 km² ?Amazonas - 378 km² ?Roraima - 249 km² ?Acre - 230 km² Amazonas lidera conservação com área protegida maior que o Uruguai Áreas protegidas ajudaram a reduzir o desmatamento Segundo o estudo, a redução do desmatamento no Amazonas e na Amazônia Legal está ligada, principalmente, ao desempenho das áreas protegidas. No primeiro semestre de 2026, mais de 80% dessas áreas não registraram nenhum desmatamento. Ao todo, 588 territórios passaram os seis primeiros meses do ano sem perda de floresta, sendo 330 Terras Indígenas (TIs) e 258 Unidades de Conservação (UCs). No Amazonas, nenhuma Terra Indígena ou Unidade de Conservação apareceu na lista das áreas protegidas que tiveram mais de 1 km² de desmatamento entre janeiro e junho. Menor desmatamento em oito anos na Amazônia Legal Em toda a Amazônia Legal, a área desmatada no primeiro semestre de 2026 somou 1.145 km², a menor marca para o período nos últimos oito anos. O resultado representa uma redução de 76% quando comparado ao primeiro semestre de 2022, ano recorde da série histórica do Imazon. A degradação ambiental dano provocado pela extração ilegal de madeira e por queimadas também despencou no acumulado do "calendário do desmatamento" (agosto a junho), registrando queda de 93%. LEIA TAMBÉM: Maior que o Uruguai: Amazonas tem área protegida do tamanho de um país, mas enfrenta desafio de fiscalização Nova lei de licenciamento ambiental ameaça Unidades de Conservação e a biodiversidade no AM, apontam especialistas Estudo aponta que terras públicas no Amazonas são vendidas por preços defasados e especialistas fazem alerta
Desmatamento cai 38% no Amazonas, mas estado segue como o 3º que mais derruba floresta, aponta Imazon
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Fonte: G1
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