Os universos cinematográficos dependem do investimento do público em personagens secundários – mas à medida que esse interesse diminui, pode caber às grandes armas manter o gênero à tona

Às vezes é difícil acreditar que os filmes modernos do Superman existiram por quase quatro décadas antes de o Homem de Aço conhecer o Batman na tela grande. Desde 2008, quando o Homem de Ferro ganhou vida pela primeira vez, nos acostumamos ao cinema de super-heróis como uma máquina gigante e interligada: capas, deuses, alienígenas e pedras mágicas, todos chacoalhando em torno da mesma mesa de pinball cósmica. Houve dezenas desses filmes de quadrinhos, muitas vezes construídos em torno de personagens antes pouco conhecidos do espectador médio: Rocket Raccoon, Homem-Formiga, Besouro Azul.

Até recentemente, o público absorvia cada nova chegada como um bufê de super-heróis à vontade. Parecia que sempre haveria outro capacete empoeirado, um cubo brilhante ou uma árvore gigante falante esperando no grande sótão dos quadrinhos para ser transformado em uma proposta de um bilhão de dólares. Ninguém esperava que o poço secasse tão cedo. O que nos leva de forma um tanto estranha às bilheterias desastrosas de Supergirl.