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Mais de 90 recordes de calor serão igualados ou quebrados nos EUA nesta semana

O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos prevê que mais de 90 recordes de temperatura serão igualados ou quebrados no país nesta semana, e a maioria deles serão de calor noturno. Especialistas em saúde...

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Mais de 90 recordes de calor serão igualados ou quebrados nos EUA nesta semana
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O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos prevê que mais de 90 recordes de temperatura serão igualados ou quebrados no país nesta semana, e a maioria deles serão de calor noturno. Especialistas em saúde afirmam que temperaturas elevadas à noite são ainda mais perigosas do que o calor diurno elevado, destaca a AP.

A razão para a quebra de recordes é uma onda de calor prolongada que atinge boa parte dos EUA e deverá se estender pelos próximos dias. As temperaturas altíssimas das últimas semanas já causaram mortes relacionadas ao calor em Nova Jersey e contribuíram para a propagação de incêndios florestais no oeste do país.

A previsão indica que as temperaturas não devem cair abaixo de 27°C à noite em Fort Lauderdale, Miami e Tampa, na Flórida; Galveston, no Texas; e Charleston, na Carolina do Sul. Nos próximos dias, locais no centro-oeste e nordeste dos EUA, conhecidos por seus invernos rigorosos, registrarão temperaturas noturnas acima de 21°C, incluindo Fargo, na Dakota do Norte, International Falls, em Minnesota, e Portland, no Maine.

A cidade de Nova York também verá a temperatura subir, segundo a Bloomberg. Os termômetros devem ultrapassar 32°C, podendo chegar a 37°C no Central Park nesta 4ª feira (15/7). Alertas e avisos de calor extremo foram emitidos em todo o nordeste e meio-Atlântico, de Delaware ao Maine.

No domingo (12/7), a região central do país, desde as planícies do norte até a região das Montanhas Rochosas, registrou recordes de temperatura, informa o Le Monde. Em Salt Lake City, capital do estado de Utah, e em Billings, a maior cidade de Montana, as temperaturas atingiram um pico de 43°C, segundo dados preliminares. Foi a maior temperatura registrada nas duas cidades desde que os registros começaram a ser feitos, há mais de 150 anos.

O Guardian chama atenção para um efeito inusitado do calor no meio-oeste e no leste estadunidenses. Estranhas e pouco observadas interrupções nas comunicações começaram a ocorrer. São consequência dos efeitos da alta temperatura na propagação troposférica, um fenômeno meteorológico atmosférico que permite que sinais de rádio, televisão e micro-ondas se propaguem por centenas de quilômetros.

CBS e Washington Post também repercutiram o calor extremo nos EUA.

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