A sucessão de eventos extremos ao redor do mundo nos últimos meses não aplacou a desinformação climática nas redes sociais. Um levantamento do Observatório da Integridade da Informação (OII) em parceria com a CAAD mostrou que, de cada 100 posts sobre eventos extremos em julho, menos de quatro mencionaram as mudanças climáticas. A análise apontou que o El Niño foi mais citado como o único culpado pelos episódios.
De cada 100 posts sobre eventos extremos, menos de quatro citaram mudanças climáticas
A sucessão de eventos extremos ao redor do mundo nos últimos meses não aplacou a desinformação climática nas redes sociais. Um levantamento do Observatório da Integridade da Informação (OII) em parceria com a CAAD...
Entenda a notícia rapidamente
A sucessão de eventos extremos ao redor do mundo nos últimos meses não aplacou a desinformação climática nas redes sociais. Um levantamento do Observatório da Integridade da Informação (OII) em parceria com a CAAD mostrou que, de cada 100 posts sobre eventos extremos em julho, menos de quatro mencionaram as mudanças climáticas. A análise apontou que o El...
Pontos principais
- A sucessão de eventos extremos ao redor do mundo nos últimos meses não aplacou a desinformação climática nas redes sociais.
- Um levantamento do Observatório da Integridade da Informação (OII) em parceria com a CAAD mostrou que, de cada 100 posts sobre eventos extremos em julho, menos de quatro mencionaram as...
- A análise apontou que o El Niño foi mais citado como o único culpado pelos episódios.
Contexto
Esta matéria faz parte da cobertura de Clima. A fonte original identificada na página é ClimaInfo. Data da publicação: 1 de setembro de 2026 às 22:39.
O que acompanhar
Os próximos desdobramentos relevantes são os ligados aos fatos e consequências descritos acima; esta página pode ser atualizada caso a informação de origem mude.
Leitura editorial organizada a partir das informações contidas nesta matéria e da fonte identificada.
Um exemplo foi o de vendavais no Sudeste. O fenômeno gerou um pico de 49 mil menções nas redes sociais; o El Niño foi apontado como explicação em 3,9 mil delas, e as mudanças climáticas, em apenas 957 (2% do total). Situação similar ocorreu em relação às chuvas no Rio Grande do Sul. Das 57 mil menções nas redes, 5,8 mil culparam o El Niño e 2,3 mil relacionaram o episódio à crise climática (4% do total).
Quanto aos incêndios florestais que afligiram a Europa Ocidental em julho, foram feitas mais de 42 mil postagens. Desse total, apenas 1,9 mil citaram a relação com as mudanças climáticas (4,5%). E, em várias delas, essa citação veio acompanhada de teorias da conspiração de que os incêndios teriam sido provocados propositadamente para “empurrar a agenda verde”.
Os dados evidenciam como negacionistas tentam usar o El Niño para mascarar os impactos da crise climática e minimizar o problema, como se fosse um ciclo natural (né, Flávio?). O fenômeno tem impacto em alguns desses eventos extremos, mas nem tudo é culpa do “Super El Niño”: sua intensidade particularmente alta está diretamente relacionada às mudanças climáticas.
Ao mesmo tempo, o levantamento também mostra como a desinformação segue solta e descontrolada nas redes sociais, cada vez menos dispostas a fazer qualquer tipo de monitoramento para impedir que suas plataformas sejam utilizadas para espalhar mentiras e distorções. Algo ainda mais grave em tempos de eleições.
Esta notícia foi publicada originalmente por ClimaInfo. Consulte a publicação original para mais detalhes.
Abrir publicação original