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Cidades

Advogada, assessor de vereador e jogador amador estão entre presos em operação contra facção

O tesoureiro da maior facção criminosa de Mato Grosso, Paulo Winter Paelo Farias, conhecido como WT, a advogada e influenciadora Dayana Karol Moreira, o assessor parlamentar da Câmara de Cuiabá Brunno Passos da Silva e o jogador de futebol...

Resumo 365

WT, apontado como principal alvo da operação, já estava preso desde a Operação Apito Final, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em 2024. Segundo a Polícia Civil, ele é proprietário do time de futebol amador Amigos WT, equipe em que Brunno e Alex jogavam.

  • Brunno Passos da Silva é assessor parlamentar do vereador Jefferson Siqueira (PSD), na Câmara Municipal de Cuiabá.
  • Ele foi nomeado em janeiro deste ano, com salário de R$ 2,5 mil.

Leitura editorial organizada apenas com informações contidas nesta matéria e na fonte identificada.

O tesoureiro da maior facção criminosa de Mato Grosso, Paulo Winter Paelo Farias, conhecido como WT, a advogada e influenciadora Dayana Karol Moreira, o assessor parlamentar da Câmara de Cuiabá Brunno Passos da Silva e o jogador de futebol amador Alex Júnior estão entre os alvos presos na Operação Replay, deflagrada nesta quinta-feira (30) pela Polícia Civil.

A investigação apura crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. WT, apontado como principal alvo da operação, já estava preso desde a Operação Apito Final, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em 2024.

Segundo a Polícia Civil, ele é proprietário do time de futebol amador Amigos WT, equipe em que Brunno e Alex jogavam.

Brunno Passos da Silva é assessor parlamentar do vereador Jefferson Siqueira (PSD), na Câmara Municipal de Cuiabá. Ele foi nomeado em janeiro deste ano, com salário de R$ 2,5 mil.

Ao todo, a operação cumpre 10 mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão, medidas patrimoniais e quebras de sigilo contra 14 investigados. As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Balneário Camboriú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

De acordo com a Polícia Civil, a Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise de dados telemáticos apreendidos em investigações anteriores.

Os relatórios técnicos apontaram, segundo a polícia, a continuidade da atuação da organização criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, uso de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.

A decisão judicial autorizou, além das prisões, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento do sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos, além do bloqueio de ativos financeiros dos investigados.

Os bens atingidos pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17,2 milhões. Entre eles estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos.

Também foi solicitado o bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação.

Segundo a Polícia Civil, as medidas têm como objetivo interromper a continuidade das atividades do grupo, preservar provas, impedir a dissipação do patrimônio e atingir a base econômica que sustentava a organização criminosa.

Comando mesmo da prisão

Outro ponto investigado é a suspeita de que WT, mesmo custodiado em um setor de segurança máxima do sistema prisional estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar da facção.

Conforme a Polícia Civil, ele teria orientado operadores em liberdade e determinado movimentações de recursos mesmo estando preso.

O nome Replay, segundo a investigação, faz referência à repetição das condutas criminosas e à capacidade de reorganização do grupo após operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos e retirar da organização os recursos financeiros e patrimoniais usados para manter suas atividades.