SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou nesta terça-feira (1°) o acordo de petróleo do país com os EUA, antes da visita do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, a Caracas, marcada para esta quarta-feira (2).
Assembleia da Venezuela aprova acordo de petróleo com EUA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou nesta terça-feira (1°) o acordo de petróleo do país com os EUA, antes da visita do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, a Caracas, marcada...
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A empresa terá o direito de conceder licenças ou criar joint ventures para 17 campos de petróleo pelo prazo de 100 anos. Os EUA terão direito de comprar, a preço de custo de produção, uma parcela garantida de 20% de todo o petróleo extraído dos campos atuais e futuros operados pela empresa.
Key points
- Washington também teria direito de preferência para comprar os 80% restantes da produção, a fim de garantir o abastecimento em situações de emergência.
- O governo norte-americano ainda se comprometeu a adquirir 35% de participação na Nabep.
Publication context
This story is part of the World coverage. The source identified for the original reporting is Noticias ao Minuto. Published on September 1, 2026 at 16:45.
Editorial summary prepared by 365 Breaking News from the information attributed on this page to Noticias ao Minuto.
Dominada pelo partido governista, a Assembleia concordou com o texto que dará aos norte-americanos o acesso a um quinto das reservas de petróleo da Venezuela sob coordenação da Nabep (North American Blue Energy Partners), empresa privada comandada por um controverso venezuelano.
A empresa terá o direito de conceder licenças ou criar joint ventures para 17 campos de petróleo pelo prazo de 100 anos. Os EUA terão direito de comprar, a preço de custo de produção, uma parcela garantida de 20% de todo o petróleo extraído dos campos atuais e futuros operados pela empresa.
Washington também teria direito de preferência para comprar os 80% restantes da produção, a fim de garantir o abastecimento em situações de emergência. O governo norte-americano ainda se comprometeu a adquirir 35% de participação na Nabep.
A Casa Branca afirmou que "a maioria dos campos de petróleo adicionais a serem operados pela Nabep" havia sido anteriormente controlada ou operada por grupos russos e chineses.
A intenção de criar uma empresa privada apoiada pelos EUA, com as segundas maiores reservas petrolíferas entre as companhias privadas do mundo, atrás da Saudi Aramco, surpreendeu a indústria petrolífera norte-americana, que não havia sido informada sobre o plano antes do anúncio de Trump.
Os três maiores grupos petrolíferos dos EUA -ExxonMobil, ConocoPhillips e Chevron- se abstiveram de comentar o acordo, que pretende superar a relutância das empresas norte-americanas em investir capital em um país que expropriou bilhões de dólares em ativos dos EUA nas últimas décadas.
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, viajará à Venezuela para assinar o acordo com a Nabep nesta quarta-feira, afirmou uma autoridade americana. Também está previsto que a Chevron deverá anunciar a expansão de suas operações no país sul-americano no mesmo dia.
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