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Militância e afoxé: banda Afro Axé Dudu, cria do movimento negro, faz show gratuito na orla de Mosqueiro

Afro Axé Dudu Divulgação Fazendo da música ferramenta na luta contra o racismo na Amazônia, mulheres negras com mais de 70 anos dividem o palco com filhos de militantes do movimento negro paraense no show que a Banda...

Militância e afoxé: banda Afro Axé Dudu, cria do movimento negro, faz show gratuito na orla de Mosqueiro
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Afro Axé Dudu Divulgação Fazendo da música ferramenta na luta contra o racismo na Amazônia, mulheres negras com mais de 70 anos dividem o palco com filhos de militantes do movimento negro paraense no show que a Banda Afro Axé Dudu apresenta neste domingo (6), no Festival Afro Maré, no Caramanchão do Chapéu Virado, em Mosqueiro, distrito de Belém. Com...

Key points

  • Afro Axé Dudu Divulgação Fazendo da música ferramenta na luta contra o racismo na Amazônia, mulheres negras com mais de 70 anos dividem o palco com filhos de militantes do movimento negro...
  • Com entrada gratuita, o evento começa às 12h.
  • No encontro entre vozes veteranas e uma percussão formada também pela nova geração, a banda mantém uma história iniciada nas ruas de Belém.

Context

This story is part of the States coverage. The report is associated with Pará. The original reporting source identified by the page is G1. Publication date: September 3, 2026 at 22:20.

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Afro Axé Dudu Divulgação Fazendo da música ferramenta na luta contra o racismo na Amazônia, mulheres negras com mais de 70 anos dividem o palco com filhos de militantes do movimento negro paraense no show que a Banda Afro Axé Dudu apresenta neste domingo (6), no Festival Afro Maré, no Caramanchão do Chapéu Virado, em Mosqueiro, distrito de Belém. Com entrada gratuita, o evento começa às 12h. No encontro entre vozes veteranas e uma percussão formada também pela nova geração, a banda mantém uma história iniciada nas ruas de Belém. Em 1987, integrantes do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa) criaram o Bloco Afro Axé Dudu para ocupar o carnaval da cidade com referências aos orixás, dança afro, figurinos e músicas de enfrentamento ao racismo. “Essa visibilidade era importante para firmar a resistência antirracista, cantando e emanando alegria, com músicas e uma construção cênica, formada por figurinos e dança afro, que saudavam os orixás e exaltavam a cultura afro-brasileira na Amazônia”, explica. “O que permanece desse momento é a potência combativa e a difusão da beleza negra, hoje com mulheres com mais de 70 anos à frente e com a continuidade dos filhos do Axé Dudu. A musicalidade segue como um instrumento de combate ao racismo no Pará”, afirma Bruna Suellen, produtora da banda. No Festival Afro Maré, o Axé Dudu apresentará um repertório preparado especialmente para o evento. A seleção reúne músicas ligadas aos orixás e à valorização da população negra amazônica. “Nosso repertório foi pensado especialmente para o festival e vem carregado de fé em nossos orixás e de enaltecimento da nossa beleza negra amazônica. O público de Mosqueiro pode esperar um show elaborado, vibrante e com qualidade percussiva afro-brasileira”, adianta a produtora. A banda integra uma programação formada por diferentes expressões musicais e culturais produzidas no Pará. Também estão entre as atrações Flow Cabano, DJ Nayty Show, Estação Carimbó, Os Quentes da Madrugada, Moqueio Tupinambá e Odé Lomi. O festival terá ainda batalhas de rima e breaking e um concurso de tecnobrega. Música para ocupar as ruas A relação com o movimento negro permanece na formação e no repertório. As canções abordam identidade, ancestralidade, religiosidade de matriz africana, beleza negra e enfrentamento ao racismo. A percussão afro-brasileira conduz as apresentações e estabelece a ligação entre a trajetória do bloco e o trabalho desenvolvido atualmente pela banda. Ao longo dos 28 anos no formato atual, o Axé Dudu gravou dois discos de estúdio e um trabalho ao vivo. O grupo também realizou produções audiovisuais e participou da elaboração de cartilhas antirracistas. “Achamos importante que as pessoas conheçam nossa história por meio dos documentos audiovisuais. Eles foram feitos em forma de cinema de guerrilha e mostram um pouco da história do movimento negro no Pará, que se confunde com a nossa, mas também deixa margem para que sejam criadas novas formas de viver a luta e o combate ao racismo”, diz Bruna. Serviço Festival Afro Maré Data: 6 de setembro de 2026 Horário: a partir das 12h Local: Caramanchão do Chapéu Virado, em Mosqueiro Entrada: gratuita

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Source: G1

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