Chamar o Dipanas Blues de “Rock in Rio do Blues” pode parecer ousado. Mas basta olhar para o que acontece em Pará de Minas para entender de onde vem a comparação. O Parque de Exposições Francisco Olivé Diniz deixou de ser simplesmente o lugar onde aconteceria uma sequência de shows e se transforma em uma cidade dentro da cidade. São cinco espaços de apresentações, gastronomia, ruas cenográficas, bares, loja oficial, cerveja própria, áreas de convivência e uma série de experiências acontecendo ao mesmo tempo. DIPANAS BLUES Mas para entender o tamanho dessa transformação é preciso voltar a 2012. O Festival Internacional Dipanas Blues nasceu de uma pequena festa de aniversário do bar Dipanas Bistrô, com cerca de 180 convidados. De lá para cá, cresceu ano após ano e passou a reunir grandes nomes do Blues e do Rock nacional e internacional, ajudando a difundir e democratizar o acesso a um gênero que está na raiz de boa parte da música que ouvimos hoje. O que começou como uma comemoração entre amigos se transformou em um dos principais festivais de Blues do Brasil, reunindo milhares de pessoas e atraindo público de diferentes regiões do país. Nesse caminho, o Dipanas Blues também se tornou um importante motor da economia criativa do Centro-Oeste de Minas Gerais, movimentando hotelaria, gastronomia, turismo, comércio, artistas, produtores, técnicos, fornecedores e uma extensa cadeia ligada à cultura e ao entretenimento. Um festival que nasceu em Pará de Minas, cresceu com a cidade e hoje ajuda a levar o nome do município e de Minas Gerais para o Brasil e para o mundo. Fachada Dipanas Bistrô (onde tudo começou) Alisson Hanke Fachada Dipanas Bistro (onde tudo começou) Alisson Hanke Em 2026, na sua 14ª edição, o Dipanas Blues viveu um dos maiores capítulos de sua história. Marcelo Falcão, Toni Garrido, Sandra de Sá e o norte-americano Jimmy Burns estiveram entre as atrações de uma programação que reuniu 15 artistas nacionais, internacionais e regionais, distribuídos em cinco espaços de shows e conectando diferentes vertentes do Blues, Rock e Soul. Mas a grandiosidade da edição foi muito além da música. Gastronomia, entretenimento, ativações de marcas e uma verdadeira vila cenográfica transformaram o Parque de Exposições em um universo de experiências, onde sempre havia algo acontecendo, em diferentes pontos e momentos do festival.Foi nesse cenário que, no entardecer, o público foi surpreendido por um show de acrobacia aérea sobre o Parque de Exposições. Em outro ponto, um balão de balonismo levava as pessoas para o alto, proporcionando uma vista privilegiada do festival e da cidade de Pará de Minas. A experiência, assinada pela LEV Termoplásticos, virou uma das imagens mais marcantes da edição. Foi nesse cenário que, no entardecer, o público foi surpreendido por um show de acrobacia aérea sobre o Parque de Exposições. Em outro ponto, um balão de balonismo levava as pessoas para o alto, proporcionando uma vista privilegiada do festival e da cidade de Pará de Minas. A experiência, assinada pela LEV Termoplásticos, virou uma das imagens mais marcantes da edição. A Quatree também marcou presença em diferentes experiências do festival. A marca levou novamente sua tirolesa para dentro do parque, assinou o Espaço Pet e também o Palco Arena do Blues, conectando sua presença à música, ao entretenimento e à convivência com o público em diferentes momentos do evento. É justamente quando se olha para tudo o que acontece além dos shows que a comparação com o Rock in Rio começa a fazer sentido. Não se trata de comparar tamanho, orçamento ou público com um dos maiores festivais do planeta. A semelhança está no conceito: a ideia de que as pessoas não compram um ingresso apenas para assistir a artistas, mas para entrar em um universo criado para ser vivido durante horas. E é caminhando pelo festival que esse universo começa a ganhar forma. No coração dessa grande vila cenográfica está a Blues Street, a rua mais famosa do Dipanas Blues. Entre suas casinhas, o público também encontrava apresentações de buskers, artistas de rua que tocavam em contato direto com as pessoas dando ainda mais vida ao espaço. Um dos pontos mais fotografados do evento, a Blues Street se tornou um grande encontro entre música, público, cultura e marcas. Cada casinha é assinada por um patrocinador e ganha identidade, ambientação e história próprias, transformando a presença das marcas em parte do cenário e da experiência do festival. Em 2026, uma delas recebeu a Casa Benjamin, criada para contar a história do primeiro palhaço negro nascido em Pará de Minas, trazendo memória, cultura e representatividade para o coração do evento. Ainda na Blues Street, um estúdio de podcast assinado pela BR Super levou o festival para além dos portões do parque. Com transmissões ao vivo, entrevistas e bastidores, o espaço conectou o que acontecia dentro do Dipanas Blues ao público nas plataformas digitais. Enquanto milhares de pessoas circulavam e registravam suas próprias experiências na rua, o conteúdo produzido ali ampliava o alcance do festival para quem acompanhava tudo de fora. Seguindo por essa grande vila de experiências, a Arena Gastronômica se tornou outro ponto de encontro do festival. Assinada pela Granja Brasília, através da Real Alimentos, a arena reuniu 16 dos restaurantes mais renomados da região de Pará de Minas, transformando a gastronomia em uma atração à parte. O espaço contou ainda com o Palco Granja Brasília, que recebeu música do início ao fim do festival, criando um ambiente onde gastronomia, encontros e shows aconteciam juntos e faziam daquela arena um dos espaços mais vivos do Dipanas Blues. Essa construção também transformou o próprio Dipanas Blues em produto. O festival conta com uma loja oficial de camisetas, bonés e souvenirs, além da Dipanas Blues Beer, cerveja oficial assinada pela Krug Bier. Mais do que produtos, são símbolos que levam a identidade do festival para além dos portões e reforçam um dos ativos mais importantes de