Candidatos ao debate por Pernambuco g1 O debate promovido pelo g1 nesta quarta-feira (2) entre candidatos ao Senado por Pernambuco foi marcado marcado por trocas de acusações e defesas dos governos Lula (PT) e Raquel Lyra, do STF, do impeachment de Dilma Rousseff e de pessoas presas pelos atos golpistas de de 8 de janeiro. Ao longo dos seis blocos, os candidatos também divergiram sobre responsabilidade fiscal, interiorização da saúde, combate à violência contra a mulher e a relação entre os poderes. As discussões ficaram mais acirradas nos últimos blocos, quando os candidatos trocaram acusações sobre o impeachment de Dilma, a atuação do STF, os atos de 8 de janeiro e as posições de cada um em votações no Congresso. ? Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Participaram do encontro Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Paulo Rubem Santiado (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD). O debate foi transmitido ao vivo, do Recife, pelo site e pelos perfis do g1 no YouTube, Tiktok e Instagram. Foram convidados os candidatos de partidos e federações com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso, ou que alcançaram ao menos 5% de intenções de voto na última pesquisa Quaest. Seis temas foram previamente definidos e comunicados às campanhas antes do debate. A ordem dos assuntos foi sorteada antes do início do encontro, bem como a posição das cadeiras durante o encontro e a ordem das considerações finais. Os participantes tiveram 15 minutos de tempo de fala para administrar ao longo da discussão, com intervenções de até 1 minuto e 30 segundos por vez. Ao final, todos tiveram direito a um minuto para as considerações finais. Confira o que falaram os candidatos sobre os temas estabelecidos: Responsabilidade fiscal Interiorização da saúde Violência contra a mulher Relação entre poderes [Esta reportagem está em atualização] Primeiro tema: responsabilidade fiscal Candidatos ao Senado de Pernambuco respondem sobre responsabilidade fiscal Os candidatos ao Senado por Pernambuco discutiram responsabilidade fiscal, equilíbrio das contas públicas, impostos, juros e investimentos sociais durante o primeiro tema de debate. A discussão teve divergências entre os candidatos sobre a forma de equilibrar as contas do governo e também troca de acusações entre representantes de campos políticos diferentes. Eduardo da Fonte foi o primeiro a falar. Ele afirmou que a responsabilidade fiscal é um tema fundamental e defendeu a organização das contas públicas. Para exemplificar o impacto do tema na vida da população, citou os juros do cartão de crédito. Segundo ele, quando uma pessoa atrasa a fatura, pode pagar mais de 13% ao mês. O candidato defendeu ainda o fortalecimento da política e afirmou que o Senado Federal tem papel fundamental na discussão das contas públicas. Disse que, se eleito, vai defender o ajuste fiscal para contribuir para a redução da taxa de juros e do impacto dela na vida das pessoas. Na sequência, Marília Arraes afirmou que responsabilidade fiscal não é sinônimo de gastar menos. Ela comparou a organização das contas públicas à administração do orçamento de uma casa. A candidata disse que o presidente Lula (PT) tem como objetivo melhorar a situação financeira do país, e não simplesmente reduzir gastos. Marília criticou o que chamou de posição da direita de defender cortes de recursos destinados à população pobre e a investimentos sociais. Ela citou resultados que, segundo ela, ocorreram durante o governo Lula, como aumento do Produto Interno Bruto (PIB), redução do desemprego e da inflação, e afirmou que isso ocorreu sem cortes na área social. Marília também destacou o papel do Senado na política econômica. Ela afirmou que cabe ao Senado escolher a diretoria do Banco Central, responsável pela definição da taxa Selic, e relacionou a taxa de juros a financiamentos, como o de imóveis. Segundo ela, um Senado com mais parlamentares que defendam a população mais pobre poderia influenciar essa escolha. Paulo Rubem foi o terceiro candidato a falar. Ele questionou o próprio conceito de responsabilidade fiscal e afirmou que a expressão foi criada para dar nome a uma lei complementar de 2000. Ao criticar a legislação, chamou a responsabilidade fiscal de "papangu de Bezerros", dizendo que, por fora, ela aparenta ser uma coisa e, por dentro, outra. Paulo Rubem afirmou que o artigo 9º da lei estabelece regras relacionadas à reserva de receita para o pagamento de juros da dívida pública. O candidato afirmou que, desde então, as finanças do país foram "sequestradas" pelo pagamento de juros da dívida pública. Ele citou um valor de R$ 1,1 trilhão em juros pagos no ano passado e comparou esse montante aos investimentos em educação e saúde. Paulo Rubem disse que, se chegar ao Senado, pretende apresentar uma nova lei complementar para a gestão das finanças públicas, que chamou de "Lei de Responsabilidade para o Desenvolvimento". Segundo ele, a proposta teria como objetivo aumentar a arrecadação de quem tem mais recursos e direcionar o dinheiro para investimentos sociais, na economia e em infraestrutura. Em seguida, Humberto Costa afirmou que ele, o PT e Lula são defensores do equilíbrio fiscal. Segundo o candidato, Lula afirmou que, durante os oito anos de sua primeira administração, registrou superávit primário em todos os anos e cumpriu as metas de equilíbrio fiscal, sem abrir mão de investimentos em políticas sociais. Humberto afirmou que foi durante o governo Lula que o Brasil solucionou uma "dívida externa gigantesca", fez empréstimos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ampliou as reservas cambiais. Também criticou os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). O candidato defendeu que o equilíbrio fiscal não seja buscado às custas da população mais pobre. Para isso, propôs o fim de privilégios, como os que atribuiu ao Poder Judiciário, além da revisão de isenções fiscais concedidas a empresas e empresários que, segundo ele, deveriam pagar impostos. Túlio