Coligação de João Campos acusa Raquel Lyra de participação direta em 'gabinete do ódio' A coligação do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) anunciou nesta quinta-feira (27) que vai entrar com um pedido formal de investigação no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) contra a campanha da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD). Os advogados do PSB acusam a governadora de participação direta no suposto "gabinete do ódio" que atuaria para atacar adversários (veja vídeo acima). De acordo com o advogado Rafael Carneiro, representante da Frente Popular de Pernambuco, coligação de João Campos, a chapa do ex-prefeito vai ingressar com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) junto ao TRE-PE para investigar suspeitas de irregularidades . "São medidas judiciais que estão sendo tomadas frente a esses graves fatos que vêm sendo revelados pela imprensa nacional e que revelam uma engrenagem criminosa por parte do governo do estado de Pernambuco e, como as notícias indicam, com a participação pessoal da governadora do estado de Pernambuco e candidata à reeleição na estruturação de uma milícia digital, na realização de operações clandestinas, com a arapongagem, estruturação de gabinete do ódio. Tudo isso com a utilização de recursos públicos, com a utilização de servidores públicos para atacar adversários políticos, para denegrir a imagem especialmente do candidato João Campos. Portanto, não estamos aqui a falar, a discutir narrativas políticas. Estamos aqui a tratar de fatos, fatos concretos, fatos graves, revelados, documentados pela imprensa nacional e que merecem a devida apuração", disse o advogado. Em nota, a campanha da governadora candidata à reeleição Raquel Lyra rebateu as acusações feitas pelo adversário. No texto, a coligação Pernambuco de Coração afirma que "a poucas semanas da eleição, o PSB continua usando suas velhas práticas, trocando o debate de propostas por uma coletiva de acusações" (veja íntegra mais abaixo). De acordo com a coligação de João Campos, haveria ainda uso, por parte da governadora, do aparato estatal para fazer campanha, como uso de uma aeronave e de ônibus públicos durante a convenção que lançou a candidatura de Raquel Lyra no início de agosto. O anúncio da campanha de João Campos foi feito durante uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (27) em um hotel no Bairro do Recife, área central da cidade. De acordo com o advogado, a ação que será protocolada pela chapa busca "investigar e punir abuso de poder político, abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e condutas vedadas a agentes públicos", afirmou o advogado Rafael Carneiro. Ele afirma que a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) vai se sustentar em cinco eixos: Eixo 1: abuso de poder político e econômico em função da utilização de frotas públicas de ônibus para o transporte de militantes em convenção partidária; Eixo 2: abuso de poder político pela instrumentalização da inteligência estatal, a instrumentalização das forças policiais para a vigilância clandestina de adversário político; Eixo 3: abuso de poder político e econômico pelo desvirtuamento da aquisição de uma aeronave; Eixo 4: abuso de poder político e econômico pelo desvirtuamento da publicidade governamental e promoção institucional em período vedado; Eixo 5: uso indevido dos meios de comunicação a partir de uma 'milicia digital'; Sobre a suposta participação direta da governadora no "gabinete do ódio", o advogado Rafael Carneiro afirma que "houve, por parte de um servidor público, uma declaração reconhecendo que ele foi chamado por ela para estruturar o gabinete do ódio. É um servidor público que fala isso, não sou eu. Houve a prova do registro que ele esteve na Casa Civil, além de ter estado na Secretaria de Comunicação. Houve aplicação de recursos públicos gerenciados pela governadora". A Frente Popular de Pernambuco, através de seus advogados, anunciou ainda que deve ingressar com uma denúncia junto ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) por improbidade administrativa, enriquecimento ilícito de servidores e ofensa aos princípios da administração pública; uma denúncia à Controladoria Geral da União (CGU) por envolver servidor público federal; e outras denúncias à Caixa Econômica Federal e ao Ministério Público Eleitoral. Equipe jurídica da campanha de João Campos anuncia pedido de investigação contra Raquel Lyra Rafael Souza / g1 Em nota, a campanha da governadora candidata à reeleição Raquel Lyra rebateu as acusações feitas pelo adversário. No texto, a coligação Pernambuco de Coração afirma que "a poucas semanas da eleição, o PSB continua usando suas velhas práticas, trocando o debate de propostas por uma coletiva de acusações". Confira a íntegra da nota: "A poucas semanas da eleição, o PSB continua usando suas velhas práticas, trocando o debate de propostas por uma coletiva de acusações. Anuncia ações que ainda não existem, baseadas numa denúncia sem provas. Quem tem trabalho a mostrar mostra trabalho; quem não tem, convoca a imprensa para anunciar processos. A campanha de Raquel Lyra é feita à luz do dia, com nome, rosto e assinatura. Foi a governadora quem, diante da conduta de um servidor, determinou sua exoneração imediata e a apuração dos fatos. É assim que age quem não tem nada a esconder: aponta o erro e apura, não terceiriza ataques nas sombras. A tentativa de transformar acusação em fato, sem prova e no calendário eleitoral, será enfrentada onde deve ser: na Justiça. A campanha já aciona seus advogados para responsabilizar quem constrói e propaga mentiras contra a governadora. Difamar é crime, e será tratado como tal. Enquanto o adversário fala de ódio, Raquel Lyra segue falando com coração e, acima de tudo, trabalhando para continuar mudando a vida das pessoas." Ações no TRE O g1 entrou em contato com a assessoria do TRE-PE. De acordo com o tribunal, até o início da tarde desta quinta, nenhuma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por parte da F