Auxiliar de escola é suspeito de abusar de menino autista de 5 anos; mãe cobra afastamento Uma mãe denunciou um caso de abuso sexual contra o filho, de 5 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ocorrido dentro de uma escola municipal em Divinolândia (SP). O suspeito é um Auxiliar de Desenvolvimento Infantil (ADI) da unidade escolar. A Prefeitura de Divinolândia informou que adotou medidas protetivas para impedir qualquer contato entre ele e a criança. O município alegou sigilo das informações para resguardar a criança e a presunção de inocência do funcionário. (veja abaixo o posicionamento completo). O Ministério Público Estadual informou, por meio de ofício, que o servidor investigado segue em exercício na rede municipal de ensino. O MP deu prazo de 30 dias para acompanhar o andamento das investigações antes de definir novas providências. O nome do funcionário não foi divulgado e o g1 não conseguiu contato com a defesa dele até a última atualização desta reportagem. Queixas de dores Mãe denuncia auxiliar de escola por abuso sexual em Divinolândia (SP) Reprodução/EPTV A alteração no comportamento do menino e a queixa frequente de dores acenderam a suspeita da família. "Ele não contava nada, só falava 'não quero conversa, quero dormir'. [Depois] Ele falou que foi no banheiro fazer cocô e o ADI foi limpar ele. Limpou com papel, depois com lencinho e depois com o dedo. A hora que ele falou o dedo, já fiquei em pânico. Eu falei: 'mas como assim com o dedo?'. Aí ele falou que colocou o dedo todo no bumbum dele e que ele gritou de dor, que ele começou a chorar e que o ADI não estava nem aí", relatou a mãe. No dia seguinte, a mãe gravou novamente o depoimento do filho e procurou a direção da escola, mas não obteve apoio imediato. "Na primeira hora, eu perguntei novamente para ele, gravei de novo o que ele contou. Ele contou exatamente a mesma coisa e fui à escola. Falaram que meu filho era muito mentiroso e que era para aguardar um tempo. Se ele contasse novamente a mesma história, eles iam ver o que poderia ser feito", afirmou. Laudo do IML confirma lesões Exame realizado no Instituto Médico Legal (IML) em 6 de agosto confirmou que a criança sofreu ato libidinoso. O documento pericial aponta que o menino apresentava lesões no ânus. Mesmo após a constatação e o pedido da mãe para que o funcionário não tivesse mais contato com a criança, a diretora da escola manteve o servidor na unidade. Em mensagens trocadas por aplicativo sobre eventos escolares, ao ser questionada pela mãe se os auxiliares estariam presentes nos espaços comuns, a diretora respondeu que "todas as crianças, ADIs e professores estarão no pátio", justificando que achou melhor comunicar a família. Cobrança por afastamento Mãe denuncia auxiliar de escola por abuso sexual contra o filho autista em Divinolândia (SP) Reprodução/EPTV Diante da permanência do funcionário na escola, a Procuradoria da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal de Divinolândia acionou a Prefeitura e exigiu a suspensão ou remanejamento do profissional até a conclusão das investigações. A procuradora Thaisi Gabrielli Trevisan destacou que o foco da atuação é a preservação da criança. "A Procuradoria da Criança e do Adolescente do Legislativo não faz juízo de valor a respeito de culpabilidade. Ela visa a proteção integral da dignidade da criança. E tendo ciência da natureza dos fatos, que existe investigação em andamento, a principal preocupação é o resguardo da criança e a adoção de medidas protetivas por parte da prefeitura", explicou a procuradora. Segundo a Procuradoria, até o momento houve apenas a substituição do profissional que acompanhava o aluno individualmente, mas o servidor continua atuando no ambiente escolar. "Por enquanto, através de relato da mãe, nós soubemos que houve a troca do profissional que ficava com a criança. Porém, no decorrer da investigação, a preocupação da mãe e da Procuradoria é em zelar a proteção da criança, não só dele, quanto dos demais e o resguardo do profissional", concluiu Thaisi. Diante da falta de respostas objetivas sobre o afastamento, a Procuradoria informou que formalizará uma representação junto ao Ministério Público. Veja reportagem completa do EPTV2: Auxiliar de escola é suspeito de abusar sexualmente de criança de 5 anos em Divinolândia O que diz a Prefeitura Em nota, a Prefeitura de Divinolândia informou apenas que adotou medidas para proteger a criança e os demais alunos, mas não detalhou quais foram as providências adotadas nem respondeu se o servidor investigado continua atuando na rede municipal de ensino. O município afirmou ainda que preservará o sigilo das informações para assegurar a proteção da criança e a presunção de inocência do servidor até a conclusão das investigações. VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara
Auxiliar de escola é suspeito de abuso sexual contra menino autista; mãe cobra afastamento
Auxiliar de escola é suspeito de abusar de menino autista de 5 anos; mãe cobra afastamento Uma mãe denunciou um caso de abuso sexual contra o filho, de 5 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA),...
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A Prefeitura de Divinolândia informou que adotou medidas protetivas para impedir qualquer contato entre ele e a criança. O município alegou sigilo das informações para resguardar a criança e a presunção de inocência do funcionário.
Key points
- O Ministério Público Estadual informou, por meio de ofício, que o servidor investigado segue em exercício na rede municipal de ensino.
- O MP deu prazo de 30 dias para acompanhar o andamento das investigações antes de definir novas providências.
Publication context
This story is part of the States coverage. The report is associated with São Carlos e Araraquara. The source identified for the original reporting is G1. Published on August 26, 2026 at 23:01.
Editorial summary prepared by 365 Breaking News from the information attributed on this page to G1.
This editorial update is based on information published by G1. The source link is provided for transparency and verification.
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