Economy

Governo prorroga por 60 dias cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo

Carro abastece com gasolina. Marcelo Camargo/Agência Brasil A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou por 60 dias a cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo, segundo resolução publicada nesta...

Governo prorroga por 60 dias cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo
Image supplied by the original publication: G1
365
365 Summary

Understand the story quickly

Carro abastece com gasolina. Marcelo Camargo/Agência Brasil A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou por 60 dias a cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo, segundo resolução publicada nesta quinta-feira (3) no Diário Oficial da União (DOU). A determinação entra em vigor em 8 de setembro. A medida foi criada neste ano como parte de um...

Key points

  • Marcelo Camargo/Agência Brasil A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou por 60 dias a cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo, segundo resolução publicada nesta...
  • A determinação entra em vigor em 8 de setembro.
  • A medida foi criada neste ano como parte de um pacote de medidas do governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo sobre os consumidores, e já arrecadou R$ 7,9 bilhões.

Context

This story is part of the Economy coverage. The original reporting source identified by the page is G1. Publication date: September 3, 2026 at 07:26.

What to watch

The next relevant developments are those connected to the facts and consequences described above; this page may be updated if the source material changes.

Editorial reading aid based on the information contained in this story and its identified source.

Carro abastece com gasolina. Marcelo Camargo/Agência Brasil A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou por 60 dias a cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo, segundo resolução publicada nesta quinta-feira (3) no Diário Oficial da União (DOU). A determinação entra em vigor em 8 de setembro. A medida foi criada neste ano como parte de um pacote de medidas do governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo sobre os consumidores, e já arrecadou R$ 7,9 bilhões. ?? Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A prorrogação acontece dois dias depois de o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubar a liminar que havia suspendido a cobrança do imposto. Na semana passada, a Justiça Federal concedeu uma liminar suspendendo a cobrança no mesmo dia em que a Camex havia aprovado a prorrogação do imposto. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recorreu para derrubar a liminar. Entre os argumentos, afirmou que manter a suspensão poderia causar prejuízos antes do julgamento definitivo do caso. Segundo a decisão, haveria risco "à estabilidade fiscal, ao planejamento estatal e à regulação do comércio exterior".

Entenda a suspensão No dia 27 de agosto, a Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu provisoriamente a cobrança de 12% de Imposto de Exportação sobre petróleo bruto e minerais betuminosos. ? Minerais betuminosos são rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos, usadas na produção de combustíveis e outros derivados de petróleo. A suspensão foi determinada pelo juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal do DF, a pedido da Associação Brasileira de Empresas de Exploração e de Produção de Petróleo e Gás (ABEP). A liminar impedia a Receita Federal de cobrar o imposto das empresas representadas pela associação. A cobrança havia sido estabelecida por uma resolução do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), publicada em 9 de julho, com validade de 60 dias. ? O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o órgão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) responsável por tomar decisões sobre medidas de comércio exterior, incluindo alterações de tarifas. A Camex é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Petrobrás anunciou recentemente a descoberta de petróleo na foz do Amazonas. Divulgação/Foresea A arrecadação com o imposto já chega a R$ 7,9 bilhões, segundo a Receita Federal. Na decisão, o juiz considerou que a resolução manteve uma cobrança que havia sido criada por uma medida provisória. A MP perdeu a validade por não ter sido analisada pelo Congresso dentro do prazo previsto na Constituição. Para o juiz, manter a alíquota por meio de uma resolução do Gecex poderia representar uma forma de contornar a decisão do Congresso de não analisar a medida provisória dentro do prazo. "Inexistindo dúvida, na espécie, de que era vedada a reedição de Medida Provisória que restabelecesse a alíquota de Imposto de Exportação tacitamente rejeitada pelo Congresso no corrente ano, reputo descabida, com ainda mais razão, a renovação de tal majoração mediante ato normativo infralegal, sob pena de burla ao devido processo legislativo", disse. O juiz também questionou a finalidade econômica da cobrança e afirmou que o imposto poderia não ser adequado para atingir os objetivos declarados pelo governo. Mais cedo, o ministro Márcio Elias foi questionado sobre a manutenção do imposto. Ele afirmou que a decisão sobre a cobrança cabia ao Gecex e avaliou que, diante da crise no Oriente Médio e dos impactos sobre preços e logística, a medida “não só se justifica como é necessária”.

Source: G1

This story was originally published by G1. Visit the original publication for further details.

Open original publication
Next recommended read

Alcolumbre frustra governo Lula e deixa fim da 6x1 para depois do 1º turno da eleição

More coverage

Related stories