O governo do Reino Unido anunciou na 5ª feira (3/9) que pretende investir 400 milhões de libras esterlinas (R$ 2,7 bilhões) no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, sigla em Inglês). Proposto pelo Brasil e lançado na COP30, em Belém, no ano passado, o fundo pretende remunerar os países em desenvolvimento que preservam suas florestas tropicais.
Reino Unido anuncia investimento de 400 milhões de libras no TFFF
O governo do Reino Unido anunciou na 5ª feira (3/9) que pretende investir 400 milhões de libras esterlinas (R$ 2,7 bilhões) no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, sigla em Inglês). Proposto pelo Brasil e...
Understand the story quickly
O governo do Reino Unido anunciou na 5ª feira (3/9) que pretende investir 400 milhões de libras esterlinas (R$ 2,7 bilhões) no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, sigla em Inglês). Proposto pelo Brasil e lançado na COP30, em Belém, no ano passado, o fundo pretende remunerar os países em desenvolvimento que preservam suas florestas tropicais....
Key points
- O governo do Reino Unido anunciou na 5ª feira (3/9) que pretende investir 400 milhões de libras esterlinas (R$ 2,7 bilhões) no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, sigla em Inglês).
- Proposto pelo Brasil e lançado na COP30, em Belém, no ano passado, o fundo pretende remunerar os países em desenvolvimento que preservam suas florestas tropicais.
- Segundo o governo do primeiro-ministro Andy Burnham, o aporte será realizado na forma de empréstimo, condicionado à finalização dos mecanismos de governança e de operação do TFFF.
Context
This story is part of the Climate coverage. The original reporting source identified by the page is ClimaInfo. Publication date: September 3, 2026 at 21:45.
What to watch
The next relevant developments are those connected to the facts and consequences described above; this page may be updated if the source material changes.
Editorial reading aid based on the information contained in this story and its identified source.
Segundo o governo do primeiro-ministro Andy Burnham, o aporte será realizado na forma de empréstimo, condicionado à finalização dos mecanismos de governança e de operação do TFFF. A decisão destrava um impasse que se arrastava desde o ano passado, quando o então premiê Keir Starmer optou por não participar do fundo no seu lançamento na COP30.
“O investimento na forma de empréstimo, e não de doação, garante o melhor custo-benefício para o contribuinte britânico. Um investimento do Reino Unido no TFFF significa que os pagamentos do empréstimo serão feitos, ao mesmo tempo que se continua a apoiar ações climáticas e ambientais. Isso demonstra a nova abordagem do Reino Unido ao financiamento climático, atuando como investidor em vez de doador”, destacou o governo britânico, em nota.
Além dos mecanismos de governança e de operação, o país também propôs participar da supervisão do fundo. “Isso permitirá que o Reino Unido trabalhe em conjunto com outros países para promover suas prioridades e interesses, ao mesmo tempo em que supervisiona o investimento, contribuindo para garantir resultados sólidos aos contribuintes e investidores britânicos.”
O anúncio foi comemorado no Brasil, que trabalha para que o TFFF alcance US$ 10 bilhões (R$ 51 bilhões) em aportes até o final do ano. Essa cifra era a meta original do país para a COP30, mas a timidez dos anúncios em Belém forçou uma correção nas expectativas de capitalização do fundo. O valor total chegou a US$ 7,3 bilhões (R$ 37,2 bilhões), com investimentos de nove países: Brasil, Indonésia, Noruega, Alemanha, França, Holanda, Portugal, Luxemburgo e Reino Unido.
“É muito significativo ver o Reino Unido se somar ao TFFF neste momento decisivo. Este compromisso reforça uma mudança necessária na forma como o mundo reconhece e financia a conservação das florestas tropicais, valorizando quem as protege e garantindo recursos de longo prazo para que essa proteção seja efetiva”, afirmou Maurício Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil, citado pel’O Globo.
A contribuição britânica e a proposta de participar da supervisão do fundo ocorrem em um momento importante. Como o Capital Reset assinala, há receio entre potenciais investidores de que o fundo seja descontinuado em caso de eventual mudança de governo no Brasil. Assim, além de incentivar outros países a participar da iniciativa, o aporte do Reino Unido também sinaliza o interesse das autoridades britânicas em garantir o funcionamento do TFFF, independentemente do que ocorrer em outubro.
O aporte britânico no TFFF também foi destacado por CBN, Folha, g1, JOTA, Pará Terra Boa e RFI, entre outros.
This story was originally published by ClimaInfo. Visit the original publication for further details.
Open original publication